Turquia (Turkiye Cumhuriyeti)

Turquia774 815 km2 e 62 800 000 habitantes; segundo a fórmula de Cline, 18. Depois da conquista de Constantinopla em 1453, os turcos prosseguiram a sua marcha conquistadora na Europa; em 1473 já estão na Bósnia, e na Albânia; em 1475 retiram os genoveses da Albânia e ficam com as possessões genovesas e venezianas no mar Egeu e na Moreia; em 1499 vencem os venezianos em Lepanto; em 1521 conquistam Belgrado e cinco anos depois quase toda a Hungria, chegando mesmo a cercar Veneza em 1529; dominando o Mediterrâneo estendem-se para ocidente e conquistam também Argélia em 1520.

Declínio depois de Lepanto

Depois da conquista de Chipre em 1570, os otomanos entram em declínio, quando o papa Paulo V promove a criação de uma liga europeia, cuja armada, comandada por D. João de Áustria, lhes inflige a derrota de Lepanto em 1571. Em 1664 já são derrotados em Saint-Gothard pelos exércitos do Imperador, mas retomam a ofensiva, conquistam Creta em 1668 e cercam Veneza em 1683, onde são derrotados por um exército polaco-alemão que veio em socorro dos sitiados. Os exércitos do Imperador passam então à ofensiva, reconquistam Buda em 1686 e penetram na Bósnia e na Sérvia no ano seguinte; sob o comando do príncipe Eugénio vencem os otomanos em Zenta em 1697 e pela paz de Karlowitz, conseguem a restituição da Hungria e da Transilvânia a Viena, da Podólia à Polónia e da Moreia e da Dalmácia a Veneza. Entre 1715 e 1718, nova ofensiva do príncipe Eugénio que termina com o Tratado de Passarowitz que permite à Áustria anexar o Banat. Entretanto os otomanos começam a sofrer a pressão russa, quando Pedro o Grande conquista Azov em 1696, entretanto recuperada a partir de 1712.

Grande Guerra

O império otomano, que servia de tampão entre o império britânico e o império russo, participa na Grande Guerra de 1914-1918, ao lado dos impérios centrais, sendo um dos derrotados. Pelo Tratado de Sèvres de 10 de agosto de 1920, tem de renunciar a todas as suas possessões na Europa, à exceção de Constantinopla; enquanto grande parte do império no Médio Oriente passa para mandato britânico, ficando a França com a Síria.

Ataturk

Logo em setembro de 1820, o general Mustafá Kemal que, desde 1919, estabelecera em Ankara um governo revolucionário, declara recusar as cláusulas de Sèvres. E vence a guerra contra a Grécia de 1921-1922, obtendo o reconhecimento internacional das atuais fronteiras turcas pelo tratado de Lausanne de 1923. Depois de depor o sultão e de abolir o califado torna-se o primeiro presidente da República Turca até 1938. Reforma a Turquia no sentido laico e estabelece uma economia centralizada, um partido único e um clima nacionalista. Os seus adversários no plano externo são os gregos e os arménios e no plano interno os curdos, cerca de 20% da população.

A ponte entre o Ocidente e o Oriente

A Turquia distancia-se do mundo árabe e do mundo muçulmano, procurando assumir-se como a ponte entre o ocidente e o oriente. Beneficiando do facto de não ter participado na Segunda Guerra Mundial e de ser um adversário tradicional da Rússia, aproveita-se da guerra fria e participa na NATO e na OCDE, enquanto se torna na pedra básica do Pacto de Bagdad.