Tratado do Atlântico Norte (1949)

OTANNATO. Contudo, não vai ser a União Ocidental a executar as principais dessas tarefas, dado que as funções económicas previstas no Tratado de Bruxelas foram quase todas absorvidas pela OECE as de defesa pela NATO, principalmente depois da criação, em 1951, do Supremo Comando Aliado na Europa, e as culturais pelo Conselho da Europa. No plano militar, as estruturas do Tratado de Bruxelas evoluem assim para a forma de um pilar europeu da Aliança Atlântica.

A pressão soviética e a experiência organizacional da Europa ocidental vão levar os USA a um salto em frente. Os senadores Arthur Vandenberg e Tom Connoly, impulsionados pelo Secretário de Estado George Marshall, tinham conseguido fazer adotar pelo Senado norte-americano em 11 de junho de 1948, uma moção que recomendava a associação dos Estados-Unidos, pela via constitucional, com as medidas regionais ou coletivas, fundadas sobre uma ajuda individual e mútua, efetiva e contínua e a sua contribuição para a manutenção da paz afirmando a sua determinação de exercer o direito de legítima defesa individual ou coletiva em caso de ataque armado que afetasse a sua segurança nacional.

As negociações entre norte-americanos, canadianos e membros da União Ocidental começaram logo em 6 de julho de 1948, na sequência do Bloqueio a Berlim, de junho de 1948. Em 9 de setembro já cada governo dispunha de um relatório sobre a matéria. Em 15 de março já os desencadeadores do processo convidavam ao que ao mesmo aderissem a Dinamarca, a Islândia, a Itália, a Noruega e Portugal. Finalmente, em 18 de março de 1949, já se publicava o texto do acordo que viria a ser assinado, em Washington, em 4 de abril de 1949.