Tratado de Lourenço Marques (1879)

Assinado em 31 de maio de 1879, durante o governo regenerador de Fontes. Não só se admite o desembarque de tropas britânicas nesse porto, como se permite o patrulhamento das costas moçambicanas por navios britânicos.

Isto é, Portugal perdia as vantagens conseguidas em 1875, pela arbitragem de Mac Mahon. O tratado apenas foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 8 de março de 1881, já durante o governo progressista de Anselmo Braamcamp, adocicando-se algumas passagens, nomeadamente pela eliminação das referências a concessões perpétuas. Na altura há fortes protestos, tanto de monárquicos como de republicanos. Associam-se ao protesto a Sociedade de Geografia de Lisboa e a Associação Primeiro de dezembro.

O processo insere-se num movimento desencadeado em 1880 com a comemoração do centenário de Camões e o começo de publicação do jornal O Século. Há comícios republicanos em Lisboa, no Olival, e em Coimbra, este último promovido por Manuel Emídio Garcia e Augusto Rocha. No dia 13 de março novo comício republicano na Rua de S. Bento, com forte carga policial. Os próprios regeneradores promovem um comício de protesto no Teatro de S. Carlos.