Tratado de Bruxelas (1948)

assinatura do tratado de bruxelasTratado de Bruxelas de 17 de março de 1948, onde o novo medo já era o do avanço soviético, na sequência do chamado golpe de Praga, de 24 de fevereiro. Neste, os subscritores de Dunquerque, juntamente com os três do Benelux, instituíam uma União Ocidental, um sistema comum de defesa que previa estender-se aos domínios da economia e da cultura.

Agora já se invocava a unidade europeia, como parcela da civilização comum, já se caminhava para o ocidentalismo que vai ser consagrado em 4 de abril de 1949 pelo Tratado do Atlântico Bélgica, Luxemburgo, Países Baixos, Reino Unido e França, numa resposta ao chamado golpe de Praga, de 24 de fevereiro, instituíam, em 17 de março de 1948, pelo Tratado de Bruxelas, uma União Ocidental, um sistema comum de defesa que também previa extensão ao campo económico e cultural que visava ligar esses Estados durante 50 anos estipulando que no caso de uma das partes contratantes ser objeto de uma agressão armada na Europa, os outros signatários prestar-lhe-iam ajuda e assistência por todos os meios dentro do respetivo poder, militares e outros.

Surgia assim um pacto de defesa e de integração económica, aberto a outros países europeus, onde também se previa um incremento dos intercâmbios culturais e uma concertação de políticas aduaneiras. Um pacto a que a Itália e a Grécia logo manifestaram a intenção de aderir e que imediatamente recebeu a frontal oposição soviética.

Os princípios básicos da civilização comum

O Tratado de Bruxelas não se tratava de um pacto exclusivamente militar, dado que procurava também abranger o campo económico e cultural, falando, inclusivamente no esforço comum para levar os povos a compreender melhor os princípios básicos da civilização comum. Faz-se portanto apelo aos valores da civilização ocidental, isto é, aos direitos do homem, às liberdades e aos princípios democráticos.

A União Ocidental

Neste sentido, criava uma União Ocidental, organizando a consulta intergovernamental, através de um conselho consultivo dos cinco ministros dos negócios estrangeiros, de carácter intermitente e sem periodicidade, de um comité de defesa ocidental, com os cinco ministros da defesa e com um comité permanente de embaixadores, com sede em Londres, reunindo uma vez por mês e sujeito à regra da unanimidade, que era dotado de u.