Teoria dos conflitos

Teoria dos conflitos, abrangendo tanto os conflitos intraestaduais como interestaduais, merece ainda a atenção de muitos autores, como Krasner [1985], Nagle [1995], Nordlinger [1972], Schelling [1986], Crozier [1974] e Freund [1983]. O tema do conflito é, com efeito, um leitmotiv politológico.

Ora se perspectiva o conflito e o consenso, como faz Lipset [1985], ora se analisa o conflito e o compromisso, a exemplo de Winter e Bellows [1992], o conflito e poder, com Pierre Ansart [1977], ou o conflito e o consentimento, à maneira de Dahl [1967].

Outros preferem o tema das nações em conflito, como North [1975] e Berberoglu [1995], não faltando os teóricos do conflito global, como Boulding [1962], Pfaff [1964] ou Kolko [1995]. Mas, se Di Palma [1973] analisa os conflitos internos, já Gottlieb [1993] e Horowitz [1985] se dedicam aos conflitos étnicos, enquanto Dahrendorf [1959] versa sobre os conflitos de classes. Entre nós, a teoria dos conflitos recebeu um importante contributo crítico do General António Jesus Bispo, em Simulação de Conflitos, publicado na coletânea Estratégia, dirigida pelo Professor Adriano Moreira e pelo General Pedro Cardoso [1995].

Nesta senda, refiram-se também os teóricos do consentimento, como Tullock e Buchanan [1962], Dahl [1967], Plamenatz [1968], Leon [1988], Galbraith [1992], e do consenso, como Lively, Birnbaum e Parry [1978], Ollero [1983], Lijphart [1984], e Lipset [1985].