Sociedade Perfeita

Os autores neotomistas falam na sociedade política como a sociedade perfeita ou a comunidade perfeita, como aquela que tem um bem comum pleno qualitativamente maior que o bem comum das sociedades particulares, das comunidades domésticas.

Seria perfeita dado ser perfeita em relação a si mesma, porque dotada de uma autonomia intrínseca (tem uma plenitude de direito e de poder, além de possuir um governo), e perfeita relativamente a outras sociedades idênticas, porque dotada de uma autonomia extrínseca. Identificando a sociedade civil com a sociedade política e com a res publica, os autores neotomistas consideram o Estado, não como a sociedade política, mas sim como uma parcela desta, como uma parte especializada nos interesses do todo, segundo as palavras de Jacques Maritain.

O Estado não passaria de uma espécie do género sociedade política.