Sicília

siciliaA ilha da Sicília foi ocupada pelos bizantinos, até ao século XIX, e pelos árabes, até ao século XI, e pelos normandos (em 1130, Anacleto II obteve do papa o título de rei da Sicília), passa, no século XII para os Hohenstaufen (em 1186, Constança, filha do rei da Sicília, casou com o Imperador Henrique IV, e o filho do casal, que será o Imperador Frederico II, transformou a Sicília na base dos Hohenstaufen); em 1265 chega a vez de se assumir como rei Carlos I de Anjou; em 1282 já integra o reino de Aragão, mantendo-se a casa de Anjou em Nápoles; em 1302, os angevinos reconhecem a separação da Sicília, permanecendo em Nápoles; em 1442 já a coroa de Aragão volta a reinar em Nápoles, mantendo unidas as Duas Sicílias, expressão retirada dos bizantinos que falavam no sul da Itália como a Sicília aquém do Estreito, até 1458; nesta data, Nápoles fica com um rei próprio, Fernando I (1458-1494), enquanto Aragão permanece na Sicília.

Entre 1495 e 1504 Nápoles é ocupada pelos franceses, sob o comando do rei Carlos VIII, invocando os direitos da casa de Anjou. Nápoles permanece na casa de Aragão até 1713, quando é ocupada pelos Habsburgos da Áustria; pela paz de Utrecht de 1713, a Sicília é atribuída à casa de Sabóia que com os Habsburgos austríacos, em 1718, a trocam com a Sardenha. Em 1735, pela Paz de Viena, que faz terminar guerra de Sucessão da Polónia, a Sicília e Nápoles passam para os Bourbons de Espanha, assumindo o reino Carlos VII (1735-1759), filho de Filipe V de Espanha e de Isabel Farnésio, que teve como ministro o toscano Tanucci. A Carlos VII, feito rei de Espanha, sucede Fernando IV (1759-1825) que casa, em 1768, com Maria Carolina, irmã da rainha de França, Maria Antonieta, tornando-se a Sicília um feroz adversário da Revolução Francesa; já em Nápoles, em janeiro 1799, ocorre a ocupação francesa que transforma o território na República Parthenopeiana; em 27 de dezembro de 1805, pela Paz de Schonbrunn, Napoleão atribui o Reino de Nápoles ao seu irmão José que reina de 1806 a 1808, data em que passa a rei de Espanha, sendo substituído por Murat que se conserva no poder até 1815; em 1808, os Bourbons reinantes em Espanha, depois de expulsos por Napoleão, refugiam-se na Sicília, onde se mantêm, sob proteção inglesa, até 1814; em 20 de maio de 1815, pela convenção de Cazalanza, as Duas Sicílias são atribuídas aos Bourbons, passando a reinar Fernando IV; em 1816, quando os Bourbons se restabelecem em Nápoles, é criado o reino das Duas Sicílias, unitário e centralizado; em julho de 1820 deu-se uma revolta liberal em Nápoles que instaurou aí a Constituição espanhola de 1812, mas Fernando IV, com a ajuda da Santa Aliança, restabelece a ordem anterior; segue-se Francisco I (1825-1836) e Fernando II.