Serpa Pimentel, António de (1825-1900)

Serpa_PimentelLente da Politécnica, na área da matemática. Amigo de Herculano. Filho de Manuel Serpa Machado. Jornalista, colega de Latino Coelho. Deputado desde 1856. Só em 1858 toma partido pelos regeneradores, criticando a política do ministro da fazenda do governo histórico. Ministro da fazenda no primeiro governo de Fontes, entre 2 de Agosto de 1872 e 5 de Março de 1877. Ministro da fazenda de 29 de Janeiro de 1878 a 1 de Junho de 1879, no segundo governo de Fontes. Em Maio de 1879, a oposição progressista insinua relações pouco claras de Serpa com o Banco Nacional Ultramarino. A questão é votada a 28 do mesmo mês, o governo consegue vencer, mas apenas por oito votos. Assim, Serpa pede a demissão, arrastando com ele o restante governo, que se demite. Ministro dos negócios estrangeiros no terceiro governo de Fontes, de 14 de Novembro de 1881 a 31 de Maio de 1883 (um governo regenerador que começou por ser presidido por Rodrigues Sampaio, entre 25 de Março de 1881 e 14 de Novembro do mesmo ano e que até então teve Hintze Ribeiro como ministro dos estrangeiros). Sucede a Fontes na chefia dos regeneradores, em 20 de Janeiro de 1877. Tem a oposição de Barjona de Freitas que promove a dissidência da Esquerda Dinástica, até 1890. Entre os apoiantes, Lopo Vaz, Hintze Ribeiro e Barbosa du Bocage. Mas não recebe o apoio expresso de António Augusto de Aguiar, Jaime Moniz, Tomás Ribeiro, Andrade Corvo, Barros e Sá e Melo Gouveia.  Comissário português na conferência de Berlim de 1883 que cria o Estado Livre do Congo. Presidente do Tribunal de Contas em 12 de Agosto de 1886. Presidente do conselho de 14 de Janeiro a 14 de Outubro de 1890, acumulando a pasta da guerra. O governo toma posse depois do Ultimatum e reconcilia Barjona de Freitas com os regeneradores. Assina o Tratado de Londres em 20 de Agosto de 1890. Cai sob a pressão da Liga Liberal. Nomeado em 1892, pelo governo de Dias Ferreira, representante português para negociar um empréstimo internacional.