Senso comum (Common sense)

lockeLocke (na imagem), Essay Concerning Human Understanding de 1690, onde, na linha do empirismo britânico, se defende a filosofia do common sense e da reasonableness
Antero de Quental, que o conhecimento é um facto íntimo e próprio do espírito, onde o conhecimento científico constitui apenas a região média do conhecimento, entre o senso comum, dum lado, e o conhecimento metafísico, do outro.

Thomas Paine em Common Sense

Suart Mill - Locke da tolerância, considerando que a liberdade é “procurar o nosso próprio bem à nossa própria maneira” mas de tal forma que “não tentemos privar os outros da liberdade deles ou entravar os respetivos esforços para a obter”. Contra o utilitarismo considera que “em política a escolha das instituições políticas é mais uma questão de moral e de educação do que uma questão de interesses materiais”. Para ele “não há razão para que todas as experiências humanas sejam construídas sobre o mesmo modelo ou sobre um pequeno número de modelos. Se uma pessoa possui qualquer razoável quantidade de senso comum e de experiência, a sua própria maneira de organizar a respetiva existência é a melhor, não porque seja a melhor em si mesma, mas porque é a sua”

Próximo da noção de Bergson, bon sens, considerado como “um acordo íntimo entre as exigências do pensamento e da ação”, algo de semelhante à recta ratio dos estoicos e à reasonableness de Locke.