São Boaventura, Frei Fortunato de (m. 1844)

Sem TítuloMembro da Ordem de Cister, foi lente de teologia, vindo a assumir em 1831 o cargo de Reformador Geral dos Estudos e de arcebispo de Évora. Biógrafo de Francisco da Silveira, Wellington e Beresford.  Propagandista contra-revolucionário.

Em 1811 editou O francezismo desmascardo ou exame das formas de que ultimamente revestio aquella manhosa seita, onde maneja com toda a desenvoltura as teses de Burke, de Maistre e Bonald. Um dos principais animadores das gazetas Minerva Lusitana (1808-1809), Pinhal dos Corcundas (1823-1824), Maço Férreo Anti-Maçónico (1823), Mastigoforo (1824), A Contra-Mina, periódico moral e político (1830-1832) e O Defensor dos Jesuítas (1829-1833), vindo a ser julgado pelos tribunais vintistas.

A partir de 1834 exilou-se em Itália. Defende um rei absoluto um rei que governa o seu Reino sem conhecer por seu superior se não o mesmo Deus. Salienta que nunca o Povo se diz Soberano para outro fim mais do que para cair toda a Soberania nas mãos de um punhado de aventureiros que desta arte lhe fazem a boca doce, enquanto muto a salvo, a despeito da moral cristã e dos princípios mais vulgares de decência, vão enchendo a bolsa.