Rotativismo 1876 – 1900

É necessário que se organizem dois partidos somente; um – mais ou menos conservador e outro – mais ou menos avançado. José Luciano, ao receber na Câmara dos Deputados o governo de Ávila em 13 de janeiro de 1871

Ó cínica Inglaterra, ó bêbada impudente,
Que tens levado tu, ao negro e à escravidão?
Chitas e hipocrisia, evangelho e aguardente,
Repartindo por todo o Escuro Continente
A mortalha de Cristo em tangas de algodão.
Guerra Junqueiro, Finis Patriae, publicado em 11 de abril de 1890

A antiga fascinação exercida nos espíritos pelo poder dos reis e poder dos exércitos tem sido igualmente atenuada pelo poder superior que modernamente se reconhece ter essa coisa impessoal chamada dinheiro.
Ramalho Ortigão

Pacto da Granja de 1876

União de históricos e reformistas

Com o Pacto da Granja, de 7 de setembro de 1876, cronologicamente situado entre a morte de Sá da Bandeira e a de Saldanha, deu-se a unificação dos históricos e dos reformistas, reconhecendo-se a urgente necessidade de organizar o partido progressista. Pouco antes, ocorrera a sexta feira negra de 18 de agosto, com a corrida aos bancos e a consequente suspensão de pagamentos, provocada pelo jogo dos fundos espanhóis.

Bipolarização em lugar da fragmentação caudilhista

A partir de então, lançaram-se as bases de uma bipolarização, entre progressistas e regeneradores, eliminando-se a fragmentação caudilhista, até então dominante. Apesar de tudo, ainda ficaram desalinhados os constituintes de Dias Ferreira e os avilistas, já gravitando em torno dos regeneradores, enquanto se esboçou a constituição de um partido republicano, na altura ainda platónico. Já antes, em 10 de janeiro de 1875, se tinha fundado o Partido Socialista Português que se assumia como marxista contra o bakuninismo.

Fontes e Serpa afastam-se

Alguns meses depois do Pacto da Granja, o governo de Fontes como que se autodissolvia, quando Fontes pede a demissão, dizendo estar doente, pretexto que também invocou o seu número dois, António Serpa, pelo D. Luís recorre a esse especialista em interregnos, chamado António José de Ávila, aliás, indicado ao rei pelo próprio Fontes.

Ávila

O governo de Ávila, iniciado em 5 de março de 1877, durará cerca de dez meses. Na Câmara dos Deputados tem o apoio de regeneradores e progressistas, numa unanimidade que apenas é desfeita pelo deputado independente Moreira de Rei e por José Dias Ferreira. Aliás, regeneradores e progressistas e regeneradores até competiam entre si, no sentido do apoio ao governo. Uma manifesta hipocrisia que escondia a necessidade de um período de transição para o estabelecimento de um claro confronto entre os dois novos blocos.

A maioria dos novos ministros é avilista, isto é, faz parte do grupo de amigos do presidente do conselho, destacando-se o novo ministro das obras públicas, Barros e Cunha. Outros nomes: José Sande de Magalhães e Mexia, José Eduardo de Melo Gouveia, João Gualberto de Barros e Cunha e Carlos Bento da Silva.

A procura do empréstimo internacional

O ministro da fazenda Carlos Bento da Silva assume como missão fundamental a obtenção de um grande empréstimo internacional e 6 500 000 libras que tenta contrair junto da casa londrina Baring Brothers, mas tal intento sai frustrado perante uma campanha internacional de imprensa que acusa Portugal de não pagar os juros ajustados.

Regresso de Fontes

Depois dos dez meses do governo de Ávila, com o apoio, cheio de reservas mentais, dos regeneradores e dos novos progressistas, eis novo regresso de Fontes entre janeiro de 1878 e junho de 1879. Conforme escrevia Ramalho Ortigão, o monarca lavrou então o decreto mandando o seu antigo ministério bochechar e encarregou o senhor marquês de Ávila e Bolama de reunir com os seus amigos o número de dentes necessários para formar uma gerência duradoura e firme.

O mesmo autor observava que em Portugal em vez da lógica conservadores/ revolucionário havia uma maioria parlamentar e uma oposição composta de vários grupos dissidentes. Estes grupos são fragmentos dispersos do único partido existente – o partido conservador – fragmentos cuja gravitação constitui o organismo do poder legislativo.

Estes partidos, todos conservadores, não tendo princípios próprios nem ideias fundamentais que os distingam uns dos outros, sendo absolutamente indiferente para a ordem e o progresso que governe um deles ou que governe qualquer dos outros, conchavaram-se todos e resolveram de comum acordo revezarem-se no poder e governarem alternadamente segundo o lado para que as despesas da retórica nos debates ou a força da corrupção na urna faça pesar a balança da régia escolha. Tal é o espetáculo recreativo que há vinte anos nos está dando a representação nacional.

Uma equipa experiente

O novo governo que durará cerca dezasseis meses, de janeiro de 1878 a junho de 1879, dotado de uma nova eleitoral, de 8 de maio de 1878, e vitorioso nas eleições do outono desse mesmo ano, vai recuperar, quase completamente, a equipa que estava no poder em março de 1877. Uma equipa com grande experiência, em tarefas governativas, reunindo nomes como Rodrigues Sampaio, Andrade Corvo e Barjona de Freitas e chamando pela primeira vez aos bancos ministeriais, o literato Tomás Ribeiro.

Grandes reformas

A experiência do grupo não significou falta de vontade reformista, como se manifesta na lei eleitoral, no novo código administrativo e na reforma da Câmara dos Pares.

O fontismo, seguro do apoio do rei, da vitória eleitoral e do controlo do aparelho de poder, até se dá ao luxo de admitir a existência de deputados republicanos, de tal maneira que Fontes chega mesmo a patrocinar a candidatura de José Elias Garcia.

A vivacidade oposicionista dos progressistas

Os progressistas que contavam ser chamados pela primeira vez ao governo, depois da queda do governo de Ávila, dado serem a oposição unificada, vão criticar diretamente o rei, quando este, chamando Fontes, exerceu poder pessoal, acusando os regeneradores de serem o partido do rei e da camarilha do Paço. E nem sequer poupam os governantes regeneradores,

Os republicanos

A decomposição do governo nos finais de 1878

A partir dos finais de 1878, o governo entra em decomposição, com a saída do ministério de Barjona de Freitas, o aparecimento da contestação de Vaz Preto e política externa protagonizada por Andrade Corvo.

Barjona de Freitas

A relação de Fontes com os republicanos passava pela figura do ministro da justiça Barjona de Freitas e um dos pontos de convergência estava na criação de um sistema de registo civil obrigatório. Mas a maioria do gabinete não o admitia e Barjona foi derrotado, quando se aprovou que a obrigatoriedade do registo civil seria apenas para os não católicos. A monarquia constitucional não quis dar o salto no sentido do laicismo.

Andrade Corvo - O tratado de Lourenço Marques.

Reforma eleitoral de 1878

Foi este novo governo de Fontes que, pegando numa anterior proposta do governo de Ávila, levou a cabo nova reforma da lei eleitoral, em 8 de maio de 1878, aumentando os círculos eleitorais (137 no Continente e ilhas), ao mesmo tempo que alargou o colégio eleitoral, sendo considerados eleitores todos os cidadãos masculinos que soubessem ler e escrever e fossem chefes de família.

Eleições de 1878

Nas eleições de 13 de novembro de 1878, onde venceram globalmente os regeneradores, foi eleito, pelo Porto, o primeiro deputado republicano, José Joaquim Rodrigues de Freitas, com o apoio dos progressistas. Aliás, os republicanos foram de tal maneira considerados inofensivos que os próprios regeneradores chegaram a patrocinar a candidatura de José Elias Garcia, em Lisboa, onde obtiveram 1 590 votos (15%). Entretanto, o futuro republicano Guerra Junqueiro surgiu como deputado progressista por Macedo de Cavaleiros.

Foi então que J. Pedro de Oliveira Martins deu à estampa uma violenta crítica do método demoliberal vigente, em As Eleições, onde considerava que a sociedade não era a soma bruta dos indivíduos, mas a nação organizada em famílias, em associações, em comunas, em órgãos sociais, administrativos, económicos, geográficos, defendendo uma vaga representação orgânica. Para Martins, ao esquadro e ao compasso maçónicos, veio juntar-se a aritmética economista. Os números governam o mundo, tinha dito Pitágoras; e os novos idealistas cortaram, riscaram círculos, números, votos, censos; e, depois de tudo bem regulamentado, esperaram que do processo somatório viesse a genuína expressão da vontade dos indivíduos soberanos. Mas como? Se já Carlos V não pudera regular a um tempo cinco relógios, como regulariam muitos milhares de cabeças? Não importa, basta a maioria. E a minoria? Pois não é absoluto e soberano o indivíduos? Pois não é, em regra, menos ilustre a massa? Que importa, porém, razões ao ideal construtor? O absolutismo das doutrinas perverte as inteligências. O governo da liberdade ficou sendo a tirania das maiorias; e como a maioria é, por via de regra, ignara, nem a eleição dava o pensamento do povo inteligente, nem dava pensamento nenhum, por ser apenas máquina movida pelos ambiciosos, o realejo que toca a mesma ária aclamadora a todos os que lhe movem a manivela. Feitas a tiro, ou a cacete, ou a dinheiro, ou a empregos, as eleições liberais individualistas são o sofisma da representação; não por vício dos homens, embora os homens sejam viciosos, mas por essência do errado princípio que os dirige: só quando, outra vez, se compreender (e agora conscientemente) que a Sociedade é um corpo vivo, e não um agregado de indivíduos: só então tornará a haver representação verdadeira e ordem na democracia.

O modelo da proporcionalidade era adotado pela Dinamarca desde 1855. Em 1867, no Reino Unido, por lei de 30 de julho, adotava-se o modelo das listas incompletas, mas restringindo-o apenas a doze colégios eleitorais de três representantes. Um modelo que havia sido lançado por T. H. Hare e era defendido por John Stuart Mill.

No Brasil, em 1875, tinha-se adotado o sistema das listas incompletas. Em Espanha, em 1876, já se adotava este modelo às eleições municipais.

Governo progressista e eleições de 1879

Em 1 de junho de 1879 surgiu novo governo progressista, sob a presidência de Anselmo Braamcamp, com José Luciano na pasta do reino. Era o primeiro governo do partido progressista, dando-se início ao chamado rotativismo puro, num jogo de partidos-sistema que se assumiam como irmãos-inimigos.

Seguiram-se as eleições de 19 de outubro de 1879. Os governamentais progressistas, com o apoio dos avilistas, conseguiram 75% dos deputados (75), apesar de, na oposição, os regeneradores se terem coligado com os constituintes, reunindo 22 deputados Os republicanos voltaram a eleger Rodrigues de Freitas.

Nestas eleições houve uma luta intensa. Conforme a descrição de António Cândido, a urna foi disputada palmo a palmo, momento a momento. A oposição, julgando-se forte, entendeu que devia mostrar em toda a parte o seu valor e a sua influência.

Começo do rotativismo

Encerrada a era dos pequenos partidos, iniciou-se o ciclo do chamado rotativismo, onde os dois partidos dominantes, os regeneradores e os progressistas repartiram sucessivamente o mando. Como depois vai dizer João de Deus no poema Eleições, publicado em Campo de Flores:

Há entre el-rei e o povo
Por certo um acordo eterno:
Forma el-rei governo novo,
Logo o povo é do governo
Por aquele acordo eterno
Que há entre el-rei e o povo.
Graças a esta harmonia,
Que é realmente um mistério,
Havendo tantas facções,
O governo, o ministério
Ganha sempre as eleições
Por enorme maioria!
Havendo tantas facções,
É realmente um mistério!

Também Eça de Queirós, em junho de 1871, observava que quando uma Câmara se fecha, o Governo nomeia outra. Nomeia – porque uma Câmara não é eleita pelo povo, é nomeada pelo Governo. O deputado é um empregado de confiança. Somente a sua nomeação não é feita por um decreto nitidamente impresso no Diário do Governo: o processo dessa nomeação é mais complicado e moroso.

É por meio dos votos, os quais são tiras de papel, onde está escrito um nome, e que se deitam num domingo, dentro de umas caixas de pau, a que se chamam romanticamente urnas…

Governo regenerador e eleições de 1881

Cinco anos de governo regenerador

Em 25 de março de 1881 os regeneradores voltaram ao poder, com um governo que começou por ser presidido por Rodrigues Sampaio que, a partir de novembro, cedeu essa função a Fontes, numa terceira experiência que durou cerca de cinco anos. O fontismo continuava e o líder dos regeneradores passou a ser considerado como o dono da locanda (Rafael Bordalo Pinheiro), como alguém, que manejava um poder oculto.

Lopo Vaz

O gabinete presidido por Sampaio tem como figura principal o ministro da fazenda Lopo Vaz de Sampaio e Melo, cabendo-lhe preparar as eleições de 21 de agosto de 1881.

Eleições

Nas eleições de 21 de agosto de 1881 os governamentais regeneradores obtêm uma esmagadora vitória, até na própria cidade do Porto, um tradicional feudo progressista. Os constituintes, entretanto, conseguiram vencer em quatro círculos eleitorais, com o apoio dos regeneradores. Os progressistas ficam reduzidos a 6 deputados.

Com efeito, a ala esquerda dos regeneradores, a chamada unha preta, liderada por Barjona de Freitas, com Lopo Vaz, Hintze Ribeiro e Júlio de Vilhena, empenhou-se fortemente na campanha, visando exterminar os progressistas, de maneira que a bipolarização pudesse ser feita, não entre regeneradores e progressistas, mas entre a jovem ala esquerda dos regeneradores e a velha guarda fontista.

Esta ala esquerda, que começa por ser marcada pela agressividade politiqueira de Lopo Vaz, chegou a querer atacar frontalmente Braamcamp por causa do Tratado de Lourenço Marques, o qual havia sido negociado pelo seu colega regenerador Andrade Corvo, contra a posição assumida por Fontes, aliás.

Fontes na presidência

A partir de 14 de novembro de 1881, o gabinete passa a ser presidido por Fontes Pereira de Melo que logo assume a pasta da fazenda, excluindo Lopo Vaz. Já Rodrigues Sampaio invoca como pretexto para a saída do governo um conflito entre o ministro da fazenda, Lopo Vaz, e o ministro da guerra, Sanches de Castro. Na altura já se encontrava gravemente doente, vindo a falecer no ano seguinte, em 22 de setembro.

Composição do novo governo

Do anterior gabinete de Rodrigues Sampaio, apenas permanece na mesma pasta Hintze Ribeiro (nas obras públicas). Júlio Vilhena passa da marinha para a justiça. Tomás Ribeiro assume o interior. António Serpa os estrangeiros. Melo Gouveia a marinha e o ultramar. E Fontes, além da fazenda, ocupa a pasta da guerra, onde se mantém até ao fim do gabinete, dado que em 24 de outubro de 1883 cedeu a fazenda a Hintze.

Morte de Ávila, Alves Martins e Rodrigues Sampaio

Aliás, a morte de Sampaio foi precedida pelos falecimentos de António José de Ávila (3 de maio de 1881) e de Alves Martins (5 de fevereiro de 1882), três representantes de uma determinada geração que tinha emergido para a liderança política com o cabralismo, dando-se lugar à imediata geração representada por Fontes, que atingia agora os cumes da respetiva atividade política.

Ser liberal

Nessa década de oitenta, ser liberal ainda continuava a significar ser anti clerical, de acordo com as tradições maçónicas em que quase todos eles foram politicamente formados. E Fontes não escapava aos complexos do tempo. Mas o respetivo pragmatismo impedia-o de exacerbar esta dimensão, porque, conforme as palavras de Júlio de Vilhena, a questão religiosa aterrava-o e bulir nela, ainda de leve, punha-lhe calafrios na medula.

Centenário do marquês de Pombal (1882)

É assim que de maneira suave se comemorou o centenário do marquês de Pombal, com os republicanos a erigirem-no em bandeira e com os liberais monárquicos a secundarem a homenagem.

A remodelação do outono de 1883

Em 24 de outubro de 1883, Fontes procedia a uma significativa remodelação governamental, quando, ao integram-se nos regeneradores os constituintes de José Dias Ferreira, dois membros deste grupo ascenderam ao governo: António Augusto de Aguiar à pasta das obras públicas e Manuel Pinheiro Chagas à da marinha e ultramar. O anterior titular das obras públicas, Hintze, substitui o próprio Fontes na fazenda. Já Barbosa du Bocage, que ocupava a marinha e ultramar passa para os estrangeiros. Ao mesmo tempo, Barjona de Freitas assume o reino e Lopo Vaz a pasta da justiça. Isto é, saíam Tomás Ribeiro, então no interior, e Júlio de Vilhena, até então na justiça.

Mais uma vez se destaca Lopo Vaz que, procurando assumir-se como uma espécie de salvador da ordem, se destaca pela elaboração de uma nova lei de imprensa que os opositores logo qualificam como nova lei das rolhas.

Lei eleitoral e eleições

O ano de 1884 é marcado tanto por uma nova lei eleitoral, de 21 de maio, apoiada pela própria oposição progressista, como por novas eleições, em 29 de junho, com nova vitória dos regeneradores, já conciliados com os constituintes.

Segundo Ato Adicional

Outra das reformas políticas desta fase do franquismo traduz-se no segundo acto adicional à Carta de 24 de julho de 1885.

A farta maioria dos fontistas, ainda por cima com o apoio dos constituintes, e a capacidade reformista demonstrada, nomeadamente pela nova lei eleitoral.

Nesse período, nas eleições de 5 e 26 de novembro de 1882, para treze vagas parlamentares, surgiu como deputado regenerador do círculo de Lamego, a figura de Bernardino Machado. Na mesma altura, o futuro presidente da república, Manuel Arriaga foi eleito deputado pelo círculo do Funchal.

Os republicanos tentam, então, identificar-se com o patriotismo e o liberalismo. Para o efeito, desencadeiam um processo de recriação de mitos, tanto pela comemoração das datas de 24 de agosto e 15 de setembro, como pela construção de estátuas a Manuel Fernandes Tomás, Sá da Bandeira, José Estevão, Alves Martins e Joaquim António de Aguiar, para além de invocarem liberais como Borges Carneiro, Mouzinho da Silveira, José Liberato, Passos Manuel e Alexandre Herculano, bem como de outras figuras históricas como Camões, Damião Góis, Febo Moniz, João Pinto Ribeiro e o marquês de Pombal.

Por um lado, pretendiam que dizer viva a República significasse viva Portugal. Por outro, tentavam identificar o ser republicano com o ser liberal. Apelam assim para os verdadeiramente liberais contra o ultramontanismo e as trevas da servidão intelectual em nome das novas ideias, isto é, do positivismo propagandeado por Teófilo Braga.

Deste modo, mobilizam os mitos fundadores do liberalismo monárquico, quando o regime, governado pelas segundas gerações desse historicismo se enredava nas teias do argentarismo e de dissolvia em corrupção e facciosismo.

Em julho de 1882 os deputados republicanos apresentavam no parlamento um voto sobre a morte de Garibaldi. Em janeiro de 1883, sobre o passamento de Gambetta. Ambos são rejeitados.

Reforma eleitoral e eleições de 1884

As eleições de 29 de junho de 1884 já foram reguladas por nova lei eleitoral, de 21 de maio de 1884, onde metade dos 152 deputados do Continente provinha de círculos uninominais. Nos 21 círculos distritais plurinominais vigorou o sistema da lista incompleta. Ao mesmo tempo, surgiram seis deputados por acumulação de votos em todo o reino, procurando garantir-se deste modo a eleição de deputados das minorias.

Nestas eleições deu-se nova vitória dos governamentais, mas já houve acalmia competitiva, pois em finais de 1883 foi pública e formalmente celebrado um acordo entre os marechais regeneradores e progressistas que definiu as linhas gerais da reforma eleitoral e do Ato Adicional. O rotativismo ganhou assim novos contornos, dado que nenhum dos dois grandes partidos admitiu a eliminação do outro.

Aliás, nas eleições apenas houve efetivo confronto em Lisboa, Porto e Ponta Delgada. Como dizia José Luciano, o acordo relaxou-nos bastante, porque alguns dos nossos se aproximaram de mais dos ministros, que os têm desfrutado a seu bel-prazer. Segundo a observação de Trindade Coelho, os acordos eleitorais irmanaram e confundiram os partidos da rotação, conduzindo à nula diferenciação destes no campo da ação governativa ou dos princípios.

Termo cunhado pelo dissidente regenerador João Franco, em 1900, sob um governo de Hintze Ribeiro, quando se preparava a dissidência regeneradora-liberal, concretizada em 14 de maio de 1901. A expressão começou por ser utilizada em sentido pejorativo, contra o o Poder dividido em dois, o ludíbrio de progressistas e regeneradores, essas clientelas de dois homens.

O regime político instaurado pelo fontismo à sombra da Carta “regenerada”, se produziu uma razoável obra de fomento económico, marcada pelo incipiente capitalismo industrial, foi perdendo dignidade tanto em moralização como em ideias. O que era um generoso projeto de regeneração transformou-se num establishment quase tecnocrático e o sistema político institucional, marcado pelo caciqueirismo perdeu real representatividade.

Houve, com efeito, um esvaziamento moral triturado pela máquina da rotina do poder, onde os delfins do sistema, como António Serpa Pimentel, tentaram uma evolução na continuidade que não conseguiu dinamizar a sociedade. Como salienta Cabral de Moncada, foi o período do desenvolvimento intenso do capitalismo… como forma de organização económica; do utilitarismo como nova filosofia oficial do Estado; do oportunismo, como nova moral inspiradora da política; do ultrarromantismo, como nova expressão da literatura, gerando-se uma mentalidade oficial do estado, essencialmente plutocrática e cética. Vale de Lobos volta a ser o refúgio de todos quantos repudiaram os vícios da classe política.

Ora, esgotadas que foram as fontes ideológicas daquele liberalismo, transformado num academismo estéril marcado pelo bafio de qualquer cultura oficial, eis que novas ideias agitaram a carcaça. Balouçando entre o positivismo e o krausismo, duas novas ideias marcaram o último quartel do seculo XIX: o socialismo e o republicanismo, simbolizadas pela chamada geração de 70, que retomou as ideias jacobinas embrulhadas num misto de socialismo utópico, republicanismo, iberismo, positivismo e novo idealismo pós-hegeliano.

Governo de José Luciano de 1886 a 1890

De 20 de fevereiro de 1886 a 14 de janeiro de 1890, novo governo progressista, já presidido por José Luciano. Pelo gabinete vão passar Francisco António da Veiga Beirão, Henrique Barros Gomes, Henrique Macedo Pereira Coutinho, Emídio Júlio Navarro, Mariano Cirilo de Carvalho, Eduardo José Coelho, Marino João Franzini, Visconde de S. Januário, José Joaquim de Castro, Matias de Carvalho e Vasconcelos, Francisco Felisberto Dias da Costa, José Maria Alpoim, Manuel Afonso Espregueira, Sebastião Custódio de Sousa Teles, António Eduardo Vilaça, Elvino José de Sousa Brito. Dura cerca de quatro anos e promove dois atos eleitorais, o de 6 de março de 1887 e o de 20 de outubro de 1889.

José Luciano havia ascendido à chefia dos progressistas com o apoio de Veiga Beirão, mas com a viva oposição de Emídio Navarro e Mariano de Carvalho. A todos tentou federar no respetivo gabinete. Chegou mesmo a ser aventada a hipótese de constituição de um novo ministério da agricultura, a ser atribuído a uma jovem estrela dos progressistas, Joaquim Pedro de Oliveira Martins, mas Navarro, ministro das obras públicas comércio e indústria, donde os serviços agrícolas se destacariam, opôs-se a essa amputação.

Oliveira Martins ficou-se pela apresentação de um projeto de lei de fomento rural, em 27 de abril de 1887, depois de Navarro já ter empreendido algumas significativas reformas estruturais do sector, como a criação de uma direção-geral de agricultura e de agrónomos distritais (28 de julho de 1886) e de institucionalizar as circunscrições regionais agrícolas e um Conselho Superior de Agricultura (9 de dezembro de 1886).

O rei D. Luís demonstrou uma grave serenidade, quando não levantou obstáculos à inclusão de Navarro e Mariano no gabinete, os quais, como jornalistas, tinham sido violentos críticos do monarca. Aliás tinha íntimas relações com Barros Gomes, a quem ele carinhosamente chamava o meu dileto ministro dos estrangeiros.

Em 1898, quando a Espanha, depois de uma guerra com os norte-americanos, é obrigada quase a liquidar o respetivo império ultramarino, com a perda de Cuba e das Filipinas, também as possessões portuguesas começam a ser alvo de não disfarçados apetites das potências. Em setembro desse ano surge uma convenção anglo-alemã para a partilha da África sob nossa administração e em dezembro desse ano, o próprio Soveral, num telegrama dirigido a D. Carlos, refere a hipótese dos norte-americanos tomarem os Açores.

Governo de António Serpa de janeiro a outubro de 1890. Os regeneradores voltam ao governo depois do Ultimato, conseguindo conciliar-se com a Esquerda Dinástica, mobilizando Lopo Vaz, João Franco, Hintze Ribeiro, Frederico Gusmão Correia Arouca, Vasco Guedes de Carvalho e Meneses, João Arroio e Júlio de Vilhena.

Ativismo republicano e movimentações da Liga Liberal contra o Tratado de Londres. António José de Almeida publica em 23 de março um artigo com o escandaloso título Bragança, o último e em 11 de abril é posto à venda o Finis Patriae de Guerra Junqueiro.

Eleições de 30 de março de 1890

Em 1890, 5 049 729 habitantes no continente e ilhas. 1 315 473 cidadãos masculinos maiores de 21 anos. 951 490 eleitores (18,8% da população total; 72,3% da população masculina maior de 21 anos). 169 deputados. 79 por círculos uninominais no continente. 58 por círculos plurinominais no continente, um círculo por cada sede de distrito. 4 por círculos plurinominais nas ilhas. 12 pelo ultramar. 6 deputados por acumulação de votos. Vitória dos governamentais regeneradores. 115 deputados pelo continente e ilhas. Esquerda Dinástica desaparece e apoia o governo regenerador. 33 deputados progressistas pelo continente e ilhas. 3 deputados republicanos (Elias Garcia, Latino Coelho, Manuel de Arriaga), todos por Lisboa, com o apoio dos progressistas, em lista de protesto. No poder, o governo regenerador de António Serpa.

Pouco tempo durou o governo de Serpa, depois de ter sido assinado o Tratado de Londres em 20 de agosto de 1890. Em setembro, já caía o gabinete, pressionado, sobretudo pelo aparecimento de uma Liga Liberal, participada, sobretudo, por militares e presidida pelo deputado Augusto Fuschini e que tinha como objetivo pressionar o governo no sentido da defesa dos legítimos interesses de Portugal. Pensou-se na manutenção dos regeneradores no governo, chamando o velho Martens Ferrão, então embaixador em Roma, mas a solução acabou por ser o recurso a um outro octogenário João Crisóstomo de Abreu e Sousa que, de 14 de outubro 1890 a janeiro de 1892, vai formar um governo extrapartidário, apoiado pela Liga Liberal. Numa primeira fase, o gabinete reúne nomes ilustres como António Cândido, no reino, António Enes, na marinha e ultramar, Tomás Ribeiro, nas obras públicas, e Barbosa du Bocage, nos estrangeiros.

Em 25 de maio de 1891 mobilizou para a pasta do reino Lopo Vaz e para a da fazenda, Mariano de Carvalho, enquanto Júlio de Vilhena surgia na marinha e ultramar e João Franco, nas obras públicas. Continuou a dança de personalidades que as circunstâncias iam queimando, contra a pretensão de Crisóstomo que pretendia um governo de apaziguamento e concórdia, mas que não conseguiu concretizar um grande empréstimo externo e teve de assistir a uma série de escândalos financeiros.

O governo da Liga Liberal vai ser desafiado pela revolta republicana de 31 de janeiro de 1891.

Em 7 de maio corrida aos depósitos.

Remodelação em 25 de maio, com Lopo Vaz, Alberto António Morais de Carvalho, Mariano de Carvalho, Tomás Lobo de Ávila e João Franco.

Pensa-se em novo governo sendo aventados os nomes de Lobo de Ávila e de Lopo Vaz, acaba por escolher-se Dias Ferreira.

De 17 de janeiro de 1892 a 23 de fevereiro de 1893 – O governo, considerado de acalmação partidária, foi marcado pela participação de Oliveira Martins. Jorge Cândido Cordeiro Pinheiro Furtado na guerra. Francisco Joaquim Ferreira do Amaral na marinha e ultramar. Este último, a partir de 23 de dezembro de 1892 passou a acumular os estrangeiros.

Outros ministros:

  • Oliveira Martins na fazenda.

  •  D. António Aires Gouveia, bispo de Betsaida, na justiça.
  • António de Sousa Silva Costa Lobo nos estrangeiros.
  •  Visconde de Chanceleiros, Sebastião José de Carvalho nas obras públicas.
  • António Teles Pereira de Vasconcelos substitui D. António Aires Gouveia, bispo de Betsaida, na justiça.
  • Aires Gouveia passa para os estrangeiros, sucedendo a António de Sousa Silva Costa Lobo.
  • Pedro Vítor da Costa Sequeira substitui o visconde de Chanceleiros, Sebastião José de Carvalho nas obras públicas.

Promove as eleições de 23 de outubro de 1892 (os governamentais não obtêm maioria).

O governo, considerado de acalmação partidária, foi marcado pela participação de Oliveira Martins.

O republicano Alves da Veiga, em carta dirigida a João Chagas, em janeiro de 1893, dizia então que no campo monárquico, a situação é sempre a mesma. Não melhora, nem piora, porque também não pode piorar. O Dias Ferreira saiu-me um charlatão ignóbil… a monarquia está liquidada.

E foram os regeneradores, dizendo-se concentração monárquica, que ganharam as eleições de 15 e 30 de abril de 1894, reduzindo os progressistas a 11 deputados. Entretanto, a 17 de dezembro, saíram do gabinete Fuschini e Bernardino.

Pouco antes, no dia 1 de outubro, por ocasião da reabertura das Cortes, já o ministro João Franco reconheceu que não é já com ficções constitucionais que o país vai.

Partido Progressista

Surge em 7 de setembro de 1876, pelo Pacto da Granja, com a fusão de históricos e reformistas, isto é de todos os liberais que não se assumem como conservadores, ao contrário do que então dizia Fontes Pereira de Melo dos regeneradores, qualificados como liberais e conservadores. Instalado solenemente no dia 17 de novembro seguinte.

Primeiro governo – 1879

O primeiro governo deste partido assume funções no dia 1 de junho de 1879, sob a presidência de Anselmo Braamcamp Freire, até 25 de março de 1881. Em 664 dias, prometendo moralidade e liberdade, mobilizam nomes como os de José Luciano, Cardoso Machado, Barros Gomes, Saraiva de Carvalho, João Crisóstomo, José Joaquim de Castro, marquês de Sabugosa e Visconde de S. Januário.

Vencem as eleições de 19 de outubro de 1879. Entre os deputados que elegem, destaca-se António Cândido que, logo em 17 de fevereiro de 1880, defende um programa de Vida Nova. Outros nomes mobilizados como deputados são Emídio Navarro e Veiga Beirão.

Mas em janeiro e dezembro de 1881 logo fazem como os regeneradores, com duas fornadas de pares.  Da adesão de Oliveira Martins à morte de Braamcamp.

Mas em 1885, em fevereiro, eis que Oliveira Martins, antigo socialista e republicano, adere ao partido, declarando que o mesmo é dos herdeiros de Passos. Segue-se a adesão de Carlos Lobo d’Ávila, quando Antero declara que o regime fontista não passa de uma oligarquia burocrático-financeira.

Depois da morte de Braamcamp em setembro de 1885. Luciano, eleito em 10 de dezembro de 1885, teve o apoio de Barros Gomes e Oliveira Martins e a oposição de Emídio Navarro e Mariano de Carvalho.

Governo de José Luciano de 1886 a 1890

De 20 de fevereiro de 1886 a 14 de janeiro de 1890, novo governo progressista, já presidido por José Luciano. Pelo gabinete vão passar Veiga Beirão, Barros Gomes, Henrique de Macedo, Ressano Garcia, Emídio Navarro, Mariano de Carvalho, Augusto José da Cunha, Visconde de S. Januário, Eduardo José Coelho, Marino João Franzini.

Ganham as eleições de 6 de março de 1887, conseguindo 113 em 169 deputados. Voltam a vencer as de 20 de outubro de 1889, com 104 deputados.

Nas de 30 de março de 1879, sob o governo de António Serpa, há apenas 33 deputados progressistas. Número que se mantém nas de 23 de outubro de 1892, sob o governo de Dias Ferreira. Sob o governo de Hintze, nas de abril de 1894, são reduzidos a 11 deputados. Formam com os republicanos a coligação liberal em 1894 e 1895.

Governo de 1897 a 1900

Novo governo progressista presidido por José Luciano de 7 de fevereiro de 1897 a 26 de junho de 1900. Durante 1235 dias, mobilizam-se Veiga Beirão, Ressano Garcia, Barros Gomes, Augusto José da Cunha, Francisco Morais Dias da Cunha, Matias de Carvalho e Vasconcelos, Felisberto Dias da Costa, José Maria de Alpoim, Manuel Afonso Espregueira, Sebastião Teles, António Eduardo Vilaça, Elvino de Sousa Brito.

Vencem as eleições de de maio de 1897 e de 26 de novembro de 1899.

Partido Progressista na Monarquia Terminal

Governo de 1900 a 1906. Regressam ao poder de 20 de outubro de 1900 a 1 de fevereiro de 1906, de novo sob a presidência de José Luciano e vencem as eleições de 12 de fevereiro de 1905.

Em 10 de maio de 1905 surge a dissidência progressista de José de Alpoim.

Sob o governo de Hintze Ribeiro, formam em 4 de abril de 1906 a concentração liberal com os franquistas. Nas eleições de 29 de abril do mesmo ano têm apenas 17 deputados.

Apoiam a primeira fase do governo de João Franco, de 19 de maio de 1906 a 2 de maio de 1907. Nas eleições de 19 de agosto de 1906 vencem as eleições em aliança com os franquistas.

Depois do regicídio, apoiam o governo de Ferreira do Amaral, desde 4 de fevereiro de 1908 a 25 de dezembro do mesmo ano.

Nas eleições de 5 de abril de 1908 conseguem 59 dos 157 deputados.

Apoiam o governo de Campos Henriques, de 25 de dezembro de 1908 a 11 de abril de 1909. Dão quatro ministros ao governo de Sebastião Teles de 11 de abril a 14 de maio de 1909.

Governos

  • Governo de Ávila. 1877-1878

  • Governo regenerador de Fontes. De janeiro de 1878 a 1 de junho de 1879 (489 dias, cerca de dezasseis meses).
  • Governo de Anselmo Braamcamp. De 1 de junho de 1879 a 25 de março de 1881. Cerca de 664 dias.
  • Governo de Sampaio/ Fontes. De 25 de março de 1881. Primeiro com Rodrigues Sampaio (até 14 de novembro de 1881) e depois com Fontes (até 20 de fevereiro de 1886) (1794 dias).
  • Governo progressista de José Luciano entre 20 de fevereiro de 1886 e 14 de janeiro de 1880. O presidente acumula a pasta do reino (1425 dias).
  • Governo regenerador de António Serpa de 14 de janeiro a 14 de outubro de 1890. Presidente acumula a pasta do reino (274 dias).
  • Governo extra-partidário de João Crisóstomo de 14 de outubro de 1890 a janeiro de 1892. No reino, António Cândido, até maio de 1891, quando é substituído por Lopo Vaz (462 dias).
  • Governo de José Dias Ferreira de 17 de janeiro de 1892 a 23 de fevereiro de 1893 (404 dias).
  • Governo regenerador de Hintze Ribeiro, a partir de 22 de fevereiro de 1893 até 7 de fevereiro de 1897. João Franco no reino (1446 dias).
  • Governo progressista desde 7 de fevereiro de 1897, de José Luciano, acumulando o reino (1235 dias).

Rotativismo – Atores

  • Aguiar, António Augusto de
  • Almeida, José Bento Ferreira de
  • Arouca, Frederico de Gusmão Correia
  • Assunção, Manuel de 
  • Avelino, António Cardoso 
  • Ávila, Carlos Lobo d’ 
  • Brandão, António Emílio Correia de Sá
  • Brito, Elvino José de Sousa 
  • Burnay, Henry
  • Cândido Ribeiro da Costa, António
  • Carrilho, António Maria Pereira 
  • Castelo Branco, António de Azevedo 
  • Castro, Caetano Pereira Sanches de
  • Chagas, Manuel Joaquim Pinheiro 
  • Coelho, Eduardo José Coelho
  • Cordeiro de Sousa, Luciano Baptista 
  • Coutinho, Henrique de Macedo Pereira 
  • Crisóstomo de Abreu e Sousa, João
  • Cunha, Augusto José da
  • Cunha, Francisco Maria Dias da
  • Cunha, João Gualberto de Barros e 
  • Dantas, Miguel Martins
  • Enes Júnior, António José 
  • Falcão, José Joaquim Pereira 
  • Ferreira, João António Brissac Das Neves
  • Ficalho, 3º Conde e 1º Marquês de
  • Fontana, José 
  • Freitas, José Joaquim Rodrigues de 
  • Fuschini, Augusto Maria
  • Garcia, Frederico Ressano 
  • Garcia, José Elias
  • Geraldes, Manuel Vaz Preto 
  • Gneco, César Eudóxio Azedo 
  • Gomes, Henrique de Barros 
  • Gomes, Henrique de Barros 
  • Lobo, António de Sousa da Silva Costa
  • Machado, Adriano de Abreu Cardoso
  • Melo, José Pinheiro de 
  • Melo, Lopo Vaz de Sampaio e
  • Moniz, Jaime Constantino Freitas 
  • Monteiro, António Maria do Couto 
  • Navarro, Emídio Júlio 
  • Pinto, Luís Augusto Pimentel
  • Proença, Francisco Tavares
  • Queiroz, José Maria Eça de 
  • Quental, Antero Tarquínio de 
  • Ribeiro Ferreira, Tomás António
  • Ribeiro, Ernesto Rodolfo Hintze
  • Sá, António José de Barros e
  • São Januário, 1º Visconde de
  • Sarmento, José Estevão de Morais
  • Sequeira, Pedro Vítor da Costa 
  • Serpa Pimentel, António de 
  • Soveral, Luís Augusto Pinto de
  • Vasconcelos, António Teles Pereira de
  • Vasconcelos, Matias de Carvalho 
  • Vilaça, António Eduardo Augusto
  • Vilhena, Júlio Marques de