Revolução do Castelo

Revolta do batalhão de Caçadores 7 do Castelo se S. Jorge em Lisboa, sob o comando do capitão João Augusto Gonçalves, apoiado por Jacinto Simões e Agatão Lança.

O comando pertence ainda ao reviralho, visando repor a situação derrubada pelo 28 de maio de 1926, sendo ativa na conspiração a chamada Liga de Paris. O inspirador parece ter sido o antigo ministro da guerra, coronel José de Mascarenhas. Jugula a revolta o coronel Farinha Beirão, em Lisboa, e o major Lopes Mateus em Viseu.

Há também levantamentos conjugados em Pinhel, Setúbal, Castelo Branco, Guarda, Entroncamento e Barreiro. Estava para ser lançada uma proclamação assinada por José Mascarenhas, Filémon de Almeida e Sarmento Beires. Outros implicados são Maia Pinto, Aquilino Ribeiro, Neves Anacleto, António Gomes Mota, Amâncio Alpoim e o capitão Carlos Vilhena. 7 mortos, 20 feridos e 240 prisões. Governo emite Decreto nº 15 790, em 27 de julho, sancionando os implicados.

Em 31 de julho cria uma Intendência Geral de Segurança Pública, integrando a GNR, a Polícia de Segurança Pública, a polícia internacional e a polícia de informações. Para o comando é nomeado em 22 de agosto o coronel Fernando Mouzinho de Albuquerque.