Revoltas de Sousa Dias

Gastão de Sousa DiasRevolta militar do reviralho, desencadeada a partir do Porto, comandada pelo general Gastão de Sousa Dias (na imagem), apoiado pelo coronel Fernando Freiria, Jaime de Morais, Jaime Cortesão, pelo capitão João Sarmento Pimentel, pelo capitão António Alfredo Chaves, e pelo tenente João Pereira Carvalho, um dos revoltosos do 28 de maio de 1926. Cortesão assume o governo civil. Vários revolucionários mobilizados por José Domingues dos Santos. Os revoltosos pedem a demissão do Governo e o regresso à Constituição de 1911. Revolta-se também a GNR e parte de Artilharia 5 e Viana do castelo sob o comando do tenente miliciano Eduardo Cerqueira Cruz. Focos revoltosos em Faro com o primeiro-tenente Sebastião Costa e em Tavira. Tropas fiéis ao governo, comandadas pelo ministro da guerra tenente-coronel Passos e Sousa, concentram-se na Serra do Pilar. Em apoio do governo vêm também tropas de Lamego com Lopes Mateus. Coronel João Carlos Craveiro Lopes incia o bombardeamento aos revoltosos. No dia 7, o movimento alastra a Lisboa, sob o comando do primeiro-tenente Agatão Lança, juntando uma força de marinheiros e companhias da GNR, apoiados pelos antigos membros da formiga branca. Apoia a revolta lisboeta o coronel José Mendes dos Reis. Sublevam-se também o cruzador Carvalho Araújo, sob o comando do comandante João Manuel de Carvalho e a canhoneira Ibo. Revoltosos concentram-se no Arsenal, que sofre um bombardeamento da aviação. Do lado governamental em Lisboa a defesa é coordenada, primeiro, pelo general Luís Manuel Dominguese, depois do dia 9, por Passos e Sousa. Cerca de 70 mortos no Porto e 50 em Lisboa. Uma revolta sanguinolenta. O antigo ministro da guerra Américo Olavo foi morto em Lisboa na sua própria residência. Ao lado do governo da Ditadura, combateram os futuros oposicionistas Humberto Delgado e Henrique Galvão. Governo emite Decreto nº 13 138 que, além de dissolver as unidades do Exército e da GNR revoltosas, extingue as organizações políticas e cívicas participantes. Jaime Cortesão e Raúl Proença são demitidos dos cargos que desempenhavam na Biblioteca Nacional. Em 27 de maio é dissolvida a Confederação Geral dos Trabalhadores, encerrada a sua sede e o jornal A Batalha. Nomeado para comandante da GNR o coronel Augusto Manuel Farinha Beirão.