Revolta Outubrista

Encontro de Granjo e Cunha Leal.Fausto de Figueiredo, um dos financiadores da Imprensa da Manhã, promove encontro de António Granjo com Cunha Leal no Estoril em 5 de Outubro de 1921. Incidentes no cemitério do Alto de S. João. Nas cerimónias do cemitério do Alto de S. João, na romagem aos túmulos de Cândido dos Reis e Miguel Bombarda, há insultos a Granjo, com morras à reação e aos jesuítas.

Libertação dos implicados no 30 de setembro.Mas o presidente do ministério manda libertar os implicados no 30 de setembro que se encontravam detidos. Considera que só pela brandura se consegue governar…Regresso ao tipo único de pão. Regresso ao tipo único de pão em 15 de outubro (decreto nº 7 741)…Seara Nova.

Em 16 de outubro sai o primeiro número da revista Seara Nova. Entre os colaboradores António Sérgio, Raul Proença, Jaime Cortesão, Câmara Reis, Ezequiel de Campos e Raul Brandão…Golpe outubrista.Em 19 de outubro, a Noite Sangrenta, onde são assassinados o presidente do ministério e o fundador da República, Machado Santos, juntamente com J. Carlos da Maia.

Triunfava a revolta falhada em 30 de setembro, agora apoiada por forças da marinha. Os ministros da guerra e da marinha estavam ausentes de Lisboa. No quartel do Carmo, às 10 horas da manhã, Granjo escereve a António José de Almeida, demitindo-se.

Fuga de Alfredo da Silva.Alfredo da Silva foge precipitadamente para Espanha e sofre atentado em Leiria. .Noite sangrenta.Uma camioneta-fantasma com o cabo Abel Olímpio, chamado O Dente de Ouro, circula por Lisboa recolhendo aqueles que serão assassinados. Granjo ainda tenta refugiar-se na casa do vizinho Cunha Leal, seu adversário político, mas é daqui arrancado, vindo a morrer no Arsenal. São também assassinados o secretário do ministro da marinha, comandante Freitas da Silva e o coronel Botelho de Vasconcelos.

Depois de passar pelo centro Republicano António Maria Batista, onde é homenageado, segue para a clandestinidade no Norte..Governo de Manuel Maria Coelho.Às 22 horas e 45 minutos do dia 19 de outubro, António José de Almeida investe Manuel Maria Coelho. Pouco antes, Agatão Lança informa-o dos atentados..Primeiro governo outubrista, reunindo chefes da insurreição e gente respeitável. Muitos não tomam posse para não se confundirem com os assassinos. O presidente do ministério era um antigo revoltoso do 31 de janeiro de 1891.

Libertado o assassino de Sidónio Pais, José Júlio Costa, que se encontrava detido nno hospital Miguel Bombarda. A ação é levada a cabo por 300 civis armados. É levado para o Centro Republicano António Maria de Batista, onde foi homenageado. Segue para o Norte, em regime de clandestinidade.

Atentado contra Alfredo da Silva em Leiria. Preso Tamagnini Barbosa. A única organização política que apoia o novo governo é o grupo popular de Júlio Martins, mas já sem a participação de Cunha Leal. António José de Almeida apresenta a demissão, mas manifestação de autarcas, no dia 30 de outubro, fá-lo recuar.

Intervenção do corpo diplomático. Corpo diplomático manifesta preocupação pelas ocorrências sangrentas ao novo ministro dos estrangeiros, Veiga Simões (21 de outubro).Funerais de António Granjo.Funerais de António Granjo em 24 de Outubro. Cunha Leal discursa: a fera que todos nós e eu açulamos, que anda à solta, matando porque é preciso matar. Todos nós temos culpa! É esta maldita política. Lopes de Oliveira diz então: foi a desordem em que caímos que vitimou agora, canibalmente, alguns dos nossos. Jaime Cortesão: os crimes que se praticaram não eram possíveis sem a dissolução moral a que chegou a sociedade portuguesa. Por trás das espingardas que vararam António Granjo, há outras armas mais perigosas e asassinas. Chamam-se elas o egoísmos das classes, e, em especial, das mais altas; a inércia e por vezes a corrupção do poder; a esterilidade dos mais elevados organismos políticos da nação que se debatem em mesquinhas disputas.

Prisão dos implicados na Noite Sangrenta.Nos dias 24, 26 e 27 o governo levava a cabo a prisão dos principais implicados nos atentados de 19 de outubro.

Navios de guerra estrangeiros no Tejo. De 28 de outubro a 18 de novembro, três navios de guerra europeus (1 espanhol, 1 francês e 1 britânico) ficam estacionados no estuário do Tejo…Explosão de bombas na sede das Juventudes Sindicalistas.Explosão de bombas na sede das Juventudes Sindicalistas na Calçada do Combro (29 de Outubro).

Manifestação de apoio a António José de Almeida. Em 30 de Outubro, manifestação de homenagem ao Presidente da República que havia declarado querer demitir-se.

Atentado à bomba contra o consulado norte-americano em Lisboa.

Protesto dos anarquistas contra a condenação à morte em Boston de Nicola Saco e Bartolomeo Vanzetti.