Revolta do 18 de Abril

Em 18 de Abril de 1925, nova revolta militar. Considerado o primeiro ensaio do 28 de maio de 1926. Entre os líderes: Raul Esteves, Freire de Andrade, Pedro José da Cunha e Jaime Batista. 61 oficiais envolvidos. Era a primeira vez, desde 1870, que uma revolta militar era comandada por oficiais generais no ativo. Entre os conspiradores civis, Antero de Figueiredo, Carlos Malheiro Dias, José Pequito Rebelo e Martinho Nobre de Melo.

O golpe teve o apoio da Cruzada Nun’Álvares. Tinha algumas semelhanças com o de Primo Rivera em Espanha.

Ocupada a Rotunda pelos revoltosos, com o batalhão de maetralhadoras, o batalhão de sapadores de caminhos de ferro e a artilharia de Queluz, a partir das 17 horas do dia 18. No dia 19, Sinel de Cordes vai ao quartel do Carmo tentar conciliação. Preso Cunha Leal que não teria qualquer ligação com o episódio.

Os jornais O Século e o Diário de Notícias são suspensos. Sinel de Cordes chegou a sugerir a Teixeira Gomes que nomeasse Filomeno chefe do governo. Para o jugular do golpe teve especial destaque o ministro da marinha (Pereira da Silva), dado que o ministro da guerra (Vieira da Rocha) defendia que se parlamentasse com os revoltosos. Em 21 de abril é exonerado o ministro da guerra.

Em 22 de abril os deputados nacionalistas discutem o caso dos deputados presos (Cunha Leal e Garcia Loureiro). O jornal do CCP, Novidades, critica o golpe de Estado em 22 de abril.