Revolta da Madeira

Nova revolta comandada pelo General Sousa Dias (na imagem), desencadeada no Funchal na madrugada de 4 de abril de 1931. Estava para se seguida no Continente, mas apenas se estendeu aos Açores e à Guiné. Apoiam-no o coronéis Fernando Freiria e José Mendes dos Reis, bem como o tenente Manuel Ferreira Camões. O chefe civil é o antigo ministro Pestana Júnior. Outros revoltosos são Carlos Vilhena, Sílvio Pélico. Defende-se um governo republicano que restaure as liberdades públicas e regresse à ordem constitucional. Encontravam-se na ilha vários deportados políticos, nomeadamente os líderes do 7 de fevereiro de 1927. Segue-se a adesão de várias ilhas dos Açores ao movimento desencadeado na Madeira. Liderada pelo comandante Maia Rebelo, com o capitão de mar e guerra João Manuel de Carvalho, do sidonista Lobo Pimental e do major Armando Pires Falcão, pai de Vera Lagoa. Ingleses, norte-americanos e brasileiros decidem criar uma zona neutral nalguns hotéis do Funchal. Os oposicionistas no exílio, sob a liderança da chamada Liga de Paris, chegam a falar na constituição de uma República da Atlântida. O governo da Ditadura Nacional envia uma expedição que começa por controlar os revoltosos açorianos. O ministro da marinha Magalhães Correia comanda a expedição à Madeira e desembarca no Caniçal. Segue-se a conquista do Machico por uma força comandada pelo capitão Jaime Botelho Moniz, isolando-se o Funchal. O levantamento chega ao fim em 2 de maio. Em 19 de maio a polícia encerra o Grémio Lusitano, sede do Grande Oriente Lusitano.