Revolta da Junta da Libertação Nacional

Movimento encabeçado por Mendes Cabeçadas, com a participação de João Soares. Participam o general Marques Godinho e Palma Inácio. A revolta foi duramente reprimida por Santos Costa. Dão-lhe o nome de Abrilada. Visa-se a criação de uma Junta Militar de Libertação Nacional, presidida por Mendes Cabeçadas, ao que parece com o apoio de Carmona. O secretário-geral da Junta é Celestino Soares. Estão também implicados os brigadeiros Corregedor Martins, Vasco de Carvalho e António Maia, os coronéis Celso de Magalhães, Carlos Afonso Santos Luís Gonzaga Tadeu, bem como os civis Ernesto Carneiro Franco, Duarte Furtado Castanheira Lobo e Francisco Correia Santos.

No decorrer do processo Palma Inácio sabota aviões na base de Sintra. Em 14 de Junho, nota oficiosa do governo revela que no anterior conselho de ministros do dia 1 foram demitidos vários oficiais e professores universitários, por estarem implicados no movimento revolucionário abortado. Entretanto em 24 de Dezembro morre no hospital da Estrela o general Godinho, detido na Trafaria. O advogado da viúva, Adriano Moreira, depois de apresentar uma queixa na Polícia Judiciária contra Santos Costa acaba também por ser detido.