Partido Nacional Republicano (1918)

Sidonio paisEm 15 de fevereiro de 1918, numa visita a Évora, Sidónio (na fotografia) fala na necessidade de um novo partido, o que suscita, de imediato, críticas dos unionistas, pelo que no dia 19, vem precisar o conceito, dizendo não se tratar de um partido único, mas de um partido constituído por todos, para implantar um regime novo onde monárquicos e republicanos possam viver. Esse novo partido é constituído em 30 de março de 1918, onde se integram os centristas de Egas Moniz e os reformistas de Machado Santos. Pouco antes, em 7 de março, os ministros unionistas haviam abandonado o governo e em 8 de abril, no congresso realizado no Teatro de S. Carlos já os mesmos unionistas passam para a oposição. Estávamos nas vésperas das eleições de 28 de Abril, onde há abstenção de democráticos, evolucionistas, unionistas e da União Operária Nacional. Segue-se a saída de Machado Santos do governo em 9 de junho e as críticas do respetivo grupo ao presidencialismo, logo no começo das sessões parlamentares em 22 de Julho.  No parlamento sidonista, com efeito, são inúmeras as tensões: para além das críticas referidas de Machado Santos e do seu apoiante Cunha Leal, seguem-se confrontos entre monárquicos e dezembristas republicanos e, depois, os confrontos entre Egas Moniz e Tamagnini Barbosa, com o primeiro a defender restrições ao presidencialismo. Este partido, depois da morte de Sidónio, passou a designar-se Partido Nacional Republicano Presidencialista. Em 1925 integrar-se-á no Partido Nacionalista. Sidónio inicia visita ao Sul a partir do dia 14 de fevereiro. Foi em Évora, no dia 15 de fevereiro de 1918, que Sidónio, falando na vida partidária, criticou a rotina dos partidos e diz que um maior haveria de formar-se. Regressa a Lisboa no dia 18. Estas declarações produzem imediatas reações dos unionistas e Sidónio tem de emitir uma nota oficiosa, no dia 19, onde declara que não falou num partido único, mas antes n’ um partido constituído por todos, de homens de bem para servir a pátria. E que é preciso implantar um regime novo em que monárquicos e republicanos possam viver. Em 15 de fevereiro, o unionista José Barbosa que, na Constituinte fora um dos autores do projeto presidencialista, em artigo publicado em A Luta, aceita o presidencialismo desde que ele nasça de um parlamento, a ser eleito pelo povo antes da própria eleição do Presidente. Constituído o Partido Nacional Republicano em 30 de março.