Pais, Álvaro (secs. XIV e XV)

APTambém dito Álvaro Pelágio. Nasce entre 1275 e 1280; morre em 1352. Franciscano, bispo de Silves. Assume a defesa do papa na polémica entre os curialistas, adeptos da teocracia papal, e os partidários do Imperador, como Ockam e Marsílio de Pádua.

Tenta uma conciliação entre o tomismo e o agostinianismo. Marcado por Egídio Romano, é encarregado pelo papa João XXII de refutar as teses dos partidários do Imperador. Assume-se também contra o averroísmo racionalista.

Quanto à rigem do poder político, aceitando que o poder dos reis vem de Deus (potestas regia a Deo), adopta a tese da mediação popular, quando considera que o mesmo é instituída pela natureza e pelas instituições dos homens (mediante natura hominum … et mediante humana institutione).

Bibliografia

De Statu et Planctu Ecclesiae, Lyon, 1330 e 1332 (cfr. trad. Port. Instituto de Alta Cultura, 1954-1956)

Speculum Regum, (cfr. trad. port. de Miguel Pinto Meneses, Espelho dos Reis, Lisboa, Centro de Estudos de Psicologia e História da Filosofia, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 2 vols., 1955 – 1963)