Manifestação de 21 de Fevereiro

Depois de esmagada a revolta monárquica de Monsanto, de liquidada a Monarquia do Norte e da constituição do governo de José Relvas (27 de Janeiro), realiza-se um comício em Lisboa no Coliseu dos Recreios, onde discursam Fernão Boto Machado, Estevão Pimentel, Cunha Leal, Costa Júnior e Ramada Curto onde se pede o desarmamento da polícia cívica. Segue-se manifestação de rua com ataques ao ministério do interior, gerido pelo presidente do ministério, José Relvas,  e ao quartel de Infantaria 33 do castelo de S. Jorge.

O governo tem de refugiar-se no quartel do Carmo. No dia seguinte já o governo cede, desarmando a polícia cívica e demitindo o governador civil de Lisboa do sidonismo, passando estas funções para o tenente Prestes Salgueiro. À GNR e à Guarda Fiscal passaram a caber as tarefas de policiamento das ruas. A secção de polícia preventiva da polícia cívica vai ser transformada em Polícia de Segurança do Estado em 7 d Abril de 1919. Em 10 de Maio voltam a ser punidos os chamados delitos sociais, conforme foram tipificados por uma lei dita celerada de João Franco.