Lourenço, Eduardo (n. 1923)

esq2Licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas por Coimbra, em 1946, onde é assitente de filosofia até 1953.

De 1954 a 1958, leitor de português em Hamburgo, Heidelberg e Montpellier. Professor de filosofia na Baía em 1958 e 1959. Professor em Grenoble e Nice desde então, residindo em Vence, donde vai emitindo os seus escritos de exílio visitante.

Próximo do Partido Socialista. Feroz crítico da política colonial, tanto a do anterior regime como a da esquerda, atacando o colonialismo místico-democrático de Jaime Cortesão ou as teses desse intelectual safado chamado Gilberto Freyre. Considera que o fascismo foi qualquer coisa de profundo, de intimamente ligado por todas as fibras do nosso itinerário histórico a toda uma estrutura arcaizante da sociedade portuguesa, qualquer coisa de orgânico… um cancro omnipresente mas invisível e indolor para o tecido nacional no seu conjunto… A doença, se doença era, foi vivida com uma espécie de normalidade que se parece muito com a saúde. Depois do 25 de abril deu-se apenas a liquidação da face mais repugnante do iceberg fascista. Mas o fascismo real continuaria presente no conservadorismo clerical e no lusitanismo.

Bibliografia

Heterodoxia, Coimbra, 1949

O Desespero Humanista na Obra de Miguel Torga, Coimbra, 1955

Heterodoxia II, Coimbra, 1967

Pessoa revisitado, Porto, Inova, 1973

O Fascismo Nunca Existiu, 1976

O Labirinto da Saudade, 1978