Austríaco. Forma-se em medicina em Viena. Professor em Viena (1937-1940) e Konigsberg (1940-1942). Prémio Nobel em 1973.
Um dos fundadores da etologia, entendida como a ciência do comportamento animal. Considera que a sociedade humana é uma continuidade das sociedades animais. Em ambas existem animais agressivos, marcados por organizações hierárquicas e onde se distinguem nitidamente os papéis reservados para o masculino e o feminino.
Nas sociedades humanas apenas podemos estabelecer medidas para limitarmos a agressividade, para canalizarmos os respetivos excessos, mas não para a eliminar. Do mesmo modo se torna um sono inexequível o igualitarismo ou a eliminação da diferença entre homens e meulheres.
Considera que o ser humano é um animal agressivo como todos os outros animais. Critica a fórmula de Hobbes, do homo homini lupus, propondo substitui-la pela de homo homini ratus, dado que o homem, se assemelha aos ratos, dado que, ao contrário dos animais normais, como o lobo, o homem, tal como o rato, matar os seus rivais da mesma espécie, ao contrário dos restantes animais que apenas matam animais de espécies diferentes, procurando, para os da mesma espécie, apenas mantê-los à distância, conquistando um território alimentar.
-
Das sogenannte Böse zur Naturgeschichte derAgression, 1963. Trad. ingl. On Agression, Nova York, Harcourt, Brace & World, 1966. Trad. fr. L’Agression, une Histoire Naturelle du Mal, Paris, Flammarion, 1969.
- Três Ensaios sobre o Comportamento Animal e Humano. Trad. port, Lisboa, Arcádia, 1975.
-
Oito Pecados Mortais da Civilização. Trad. Port., Lisboa, Litoral Edições, 1992.
