Justiça

A justiça sempre foi considerada como o fim da polis, como o princípio da ordem, como o bem político por excelência, conforme as teses de Aristóteles. Mais recentemente, John Rawls considera-a a primeira virtude das instituições sociais, algo que está para a política como a verdade está para o pensamento.

Justiça como fim do governo (Osorio)

Justiça comutativa

O mesmo que justiça sinalagmática. A que marca as relações de cada parte com cada parte, sem direta intervenção do todo. Traduz o que cada um deve ao outro e é marcada pela igualdade relativa, pela proporção geométrica, obedecendo ao preceito do neminem laedere. Aquela que não atende à qualidade das pessoas que intervêm na comutação. Acontece nas trocas voluntárias ou contratuais, onde à prestação corresponde a contraprestação, comparando-se o valor das coisas, bem como nas trocas involuntárias ou delituais, onde ao dano produzido deve corresponder uma indemnização, visando restituir ou devolver um bem alheio, ou restituir o equivalente, pela reparação (no caso da danificação), ou pela indemnização (no caso de destruição).

Justiça distributiva

A que marca a relação descendente do todo para com as partes. Tem a ver com o que o todo deve a cada um, a cada uma das parcelas que o integram. Tem a ver com o preceito do suum cuique tribuere, o dar a cada um o que lhe pertence, o dar a cada um segundo o seu mérito, sendo marcada pela proporção geométrica, com o princípio do a cada um conforme as suas necessidades.

Justiça geral ou social

A que marca a relação ascendente da parte para com o todo. Tem a ver com o que cada um deve ao todo, com o preceito do honeste vivere, como o de cada um, segundo as suas possibilidades.

Justiça e segurança, 17, 121

Justiça em Rawls, 119, 826

Justiça social

Justiça superior em Sócrates, 120, 841

Justiça, fim da polis, 17, 121