Imaginação

Várias correntes, cansadas do exagero racionalista clássico, têm defendido a necessidade de se acentuar a imaginação, essa faculdade de representar no espírito os objetos ausentes. Aquilo que muitos referem como a terceira potência da alma, ao lado da ratio e da voluntas. Se ficou célebre o slogan do maio de 1968 que apelava para l’imagination au pouvoir, eis que já os conservadores britânicos em meados do século XIX apelavam a tal. Foi o caso de Benjamin Disraell, para quem o homem só é verdadeiramente grande quando atua movido pelas suas paixões; nunca é irresistível senão quando apela à imaginação. Neste sentido, eis que, contra uma sociedade unidimensional, feita à imagem e semelhança de um qualquer modelo apriorístico, se impõe uma sociedade pluridimensional, onde o homem seja efetivamente a medida de todas as coisas, estabelecendo-se uma antropocracia criadora.

Imaginário

O que só existe na imaginação. Segundo Castoriadis, penetra no próprio direito, através da ideologia e da utopia.

Imaginação , potência da alma, ao lado da ratio e da voluntas

Imaginação do pensamento no metodologismo

Imaginário e direito, através da ideologia e da utopia (Castoriadis, 4, 37)