Identidade

Do latim idem, igualdade e continuidade. A qualidade daquilo que é idêntico, o estado de uma coisa que não se modifica. Para Deutsch, no sistema politico, memória surge como fonte da individualidade e da autonomia de um determinado sistema, atribuindo-lhe identidade, isto é, permitindo que surja um povo, entendido por Deutsch como uma comunidade de significações partilhadas.

Identidade, Conhecimento e

Para Kelsen, “a identidade do objeto do conhecimento não está garantida senão pela identidade do processo cognoscitivo, isto é pela identidade da direção, dos caminhos do conhecimento”.

Identidade, Crise da

Identidade, Filosofia da

Hegel vem estilhaçar aquela lógica que se baseava em princípios como os da identidade e da contradição, onde uma coisa só podia ser ela própria e não outra e não podia ser ela própria e não ela própria. A partir de então, eis que o que é razoável existe efetivamente e o que existe efetivamente é razoável (was vernünftig ist, ist wirklich, und was wirklich ist, ist vernünftig). Dá-se assim o que ele também qualificou como a demolição da dialética da reflexão subjetiva. Porque, compreender o que é, é a tarefa da filosofia, mas o que é, é a razão (was ist, ist die vernunft). E a filosofia chega sempre mais tarde, quando as sombras da noite começam a cair é que levanta voo o pássaro de Minerva.

Identidade cultural

Identidade nacional

Para Cánovas del Castillo a nação tem uma alma, um princípio psicológico que “consiste na identidade de recordações, de sentimentos e de esperanças e na unidade do próprio carácter, que faz com que cada uma seja diferente das outras, assinalando‑lhe uma peculiar missão para a obra universal do progresso humano”. John Stuart Mill, analisando o sentimento nacional, considera que o mesmo “pode ter sido engendrado por diversas causas: é por vezes o efeito da identidade de raça e de origem; muitas vezes a comunidade de língua e a comunidade de religião contribuem para o fazer nascer; os limites geográficos, igualmente. Mas a causa mais poderosa de todas é a identidade de antecedentes políticos, a posse de uma história nacional, e, por conseguinte, a comunidade de recordação, o orgulho e humilhação, o prazer e o pesar coletivos ligam‑se aos mesmos incidentes do passado. Contudo, nenhuma destas circunstâncias é indispensável ou absolutamente suficiente por si só”. Gustav Radbruch salienta que “assim como o organismo conserva a sua identidade sob a transformação das células, do mesmo modo os povos conservam a sua inalterável unidade, a unidade não só de todos os seus atuais membros, como dos passados e futuros”. Pierre Bourdieu observa que “qualquer unificação que assimile aquilo que é diferente, encerra o princípio da dominação de uma identidade sobre outra, da negação de uma identidade por outra”. O modelo francês de construção da nação, utilizando serviço militar obrigatório e a escola primária obrigatória, criou uma espécie de motor moral de uma unidade de memórias e de língua, a fábrica de recordações e de solidariedade. Para além do sistema escolar e do sistema da conscrição, duas importantes formas de controlo do sistema de socialização, o modelo foi desenvolvendo outras formas como a participação em eleições nacionais e o próprio aproveitamento de certas competições desportivas. Isto é, o aparelho estadual tratou de promover uma unificação identitária, tratou de impor um sistema de valores e de normas nacionais em torno do qual se cristaliza a identidade da nação. A nossa Lei de Defesa Nacional fala na “consciência da identidade nacional”.

Identidade (real igual à razão) (Hegel, 26, 167)

Identidade Nacional (Smith, Anthony D.)

Identidade Política (Smith, Anthony D.)

Identidade, Conhecimento e 

Identidades Ambíguas (Wallerstein, Immanuel)

Identidade (Taylor, Charles)

Identificação de um país, 68, 4 48

Identificação partidária (Budge, Ian)

Identificação partidária (Farlie, Dennis)