Greve Geral

Greve geral contra a criação de sindicatos nacionais, que teve especial incidência na Marinha Grande, mas que se manifestou também em Almada, Barreiro e Silves. No Poço do Bispo em Lisboa, há rebentamento de bombas. Há corte de circulação de comboios em Xabregas. A central eléctrica de Coimbra é ocupada.

Conjugada com uma insurreição militar, organizada por um comité revolucionário político, liderado por Sarmento Beires. Instala-se na Marinha Grande um soviete que poucas horas dura. Os líderes da revolta são conduzidos para um campo de concentração criado na foz do Cunene, no sul de Angola, logo no dia 20. A revolta marca o fim da influência dominante do anarco-sindicalismo nas movimentações operárias portuguesas que, a partir de então passa a receber a coordenação revolucionária do PCP.

Com efeito, o remanescente aparelho da CGT vai ser desmantelado pela polícia política do Estado Novo, constituindo o movimento o último estertor do ancien régime sindical.