Governo de Saldanha (1870)

Governo de Saldanha 1870De 26 de maio a 29 de agosto de 1870 (62 dias).

10º governo da Regeneração. Ditadura. 7º governo sob o reinado de D. Luís.

  • Presidente acumula a guerra e os estrangeiros;
  • Rodrigues Sampaio no reino (desde 26 de maio);
  • Dias Ferreira na justiça e na fazenda;
  • D. António da Costa de Sousa Macedo (desde 26 de maio) também é constante, passando, contudo, da marinha para a instrução pública.
  • Marquês de Angeja nas obras públicas (de 26 de maio a 1 de agosto de 1870).

Em 22 de junho:

  • D. Luís da Câmara Leme substitui D. António da Costa Sousa Macedo na marinha; este passa para o novo ministério da instrução pública.

Em 3 de julho de 1870:

  • Rodrigues Sampaio é substituído por Dias Ferreira na pasta do reino.

Em 1 de agosto:

  • D. Luís da Câmara Leme substitui o marquês de Angeja nas obras públicas. Este vai para embaixador em Bruxelas.

Na noite de 18 para 19 de maio, regimentos militares subvertidos por oficiais que invocam o setembrismo cercam o Palácio da Ajuda e pressionam D. Luís I no sentido da demissão do governo. Saldanha coloca-se à frente dos regimentos rebeldes (caçadores 5, artilharia 3 e infantaria 7), enquanto populares assaltam o castelo de S. Jorge. Tiroteio entre os rebeldes e a guarda do palácio. Saldanha é imediatamente recebido por D. Luís. Na tarde do dia 19, um suplemento ao Diário do Governo, nomeava Saldanha ministro da guerra, mas Loulé recusa referendar o ato. Então, Saldanha é nomeado presidente e ministro de todas as pastas.

O governo mistura regeneradores, penicheiros e reformistas. Cabe-lhe enfrentar a questão da guerra franco-prussiana, garantindo a neutralidade portuguesa face ao conflito.

Em 21 de maio de 1870, as cortes são adiadas por 30 dias, até 20 de junho de 1970. Em 4 de junho de 1870 já são adiadas por 123 dias até 31 de outubro de 1870.

Dissolução da Câmara dos Deputados em 21 de julho de 1870 (as Cortes não estavam então reunidas).

Promove uma reforma administrativa descentralizante (Eça de Queirós é então nomeado administrador do concelho de Leiria).

Criado o ministério da instrução pública em 22 de junho. Costa Cabral, nomeado embaixador no Vaticano.

Acaba por demitir-se depois da saída do regenerador Rodrigues Sampaio, protestando contra as medidas ditatoriais. Em 21 de julho é dissolvida a Câmara dos Deputados e são marcadas eleições para 3 de novembro.