Governo de Saldanha (1851-1856)

De 22 de maio de 1851 a 6 de junho de 1856.

Ditadura de 1 de maio de 1851 a 31 de dezembro de 1852.

Governo promove as eleições de novembro de 1851 e de dezembro de 1852.

São mobilizados para o governo o barão de Francos, o barão da Luz, Marino Franzinim Ferreira Pestana, Joaquim Filipe de Soure, Loulé, Jervis de Atouguia, Silva Ferrão, Fontes Pereira de Melo, António Luís de Seabra, Rodrigo da Fonseca, Almeida Garrett, Frederico Guilherme da Silva Pereira

  • De 22 de maio de 1851 a 6 de junho de 1856, o único ministro constante, embora varie de pasta, é António Aloísio Jervis de Atouguia. Ministro dos estrangeiros até 4 de maio de 1852 e da marinha, desta data a 6 de junho de 1856. Volta aos estrangeiros em 19 de agosto de 1852;
  • A partir de 7 de julho de 1851, acrescem Fontes Pereira de Melo e Rodrigo da Fonseca, também com algumas mudanças de ministério;
  • Fontes começa na marinha, transita para a fazenda e acumula esta com as obras públicas;
  • Rodrigo da Fonseca começa no reino e acumula a justiça, de 7 de julho de 1851 a 4 de março de 1852 e de 19 de agosto de 1852 a 3 de setembro de 1853;
  • Atouguia domina nos estrangeiros, embora também acumule com a marinha.

Em 1 de maio de 1851:

  • Saldanha, que está no Porto, acumula a presidência e o reino (só assume a pasta em 17 de maio; até então ficou interino o barão da Senhora da Luz);

  • Fernando Mesquita e Sola, 1º barão de Francos, na guerra e na marinha;
  • Marino Franzini nos negócios eclesiásticos e justiça e na fazenda;
  • Barão da Senhora da Luz nos estrangeiros (até 22 de maio) e no reino (até 17 de maio).

Em 17 de maio de 1851:

  • Saldanha acumula o reino, a guerra e os negócios eclesiásticos e justiça;

  • Barão da Senhora da Luz acumula a marinha.

Em 22 de maio de 1851:

  • Saldanha continua na presidência e na guerra;

  • Coronel José Ferreira Pestana no reino (Herculano, recusou a pasta), até 7 de julho de 1851;
  • Joaquim Filipe de Soure nos negócios eclesiásticos e justiça, até 7 de julho de 1851;
  • Miguel Marino Franzini, na fazenda;
  • Loulé na marinha, até 7 de julho de 1851;
  • Jervis de Atouguia nos estrangeiros.

Em 7 de julho de 1851:

  • António Maria Fontes Pereira de Melo (1819-1887) na pasta da marinha;

  • Rodrigo da Fonseca no reino e na justiça

Em 5 de agosto de 1851:

  • António Fernandes da Silva Ferrão substitui Marino Miguel Franzini na pasta da fazenda (até 21 de agosto).

Em 21 de agosto de 1851:

  • Fontes assume a pasta da fazenda (será interino até 4 de março de 1852).

Em 4 de março de 1852:

  • António Luís de Seabra (1799-1898), ministro dos negócios eclesiásticos e justiça, substituindo Rodrigo da Fonseca que ocupava a pasta interinamente;

  • Fontes cede a marinha a António Luís Jervis da Atouguia, assumindo a fazenda como ministro efetivo;
  • Atouguia passa a pasta dos estrangeiros a Almeida Garrett.

Em 17 e 19 de agosto de 1852:

  • Atouguia reassume os estrangeiros, substituindo Garrett;

  • Rodrigo da Fonseca volta à justiça, substituindo Seabra.

Em 30 de agosto de 1852:

  • Fontes assume a titularidade do novo ministério das obras públicas, comércio e indústria (interrompeu este exercício de 8 de novembro de 1855 a 3 de janeiro de 1856, quando foi substituído por Rodrigo da Fonseca). Até 6 de junho de 1856.

Em 3 de setembro de 1853:

  • Frederico Guilherme da Silva Pereira (1806-1871) assume a pasta dos negócios eclesiásticos e justiça (até 6 de junho de 1856).