Governo de Loulé (1856-1859)

LouléDe 6 de junho de 1856 a 16 de março de 1859.

Promove as eleições de 9 de novembro de 1856 e de 2 de maio de 1858.

Mobiliza nomes como Sá da Bandeira, José Jorge Loureiro, Júlio Gomes da Silva Sanches, Elias da Cunha Pessoa, Vicente Ferrer Neto Paiva, Carlos Bento da Silva, António José de Ávila, Gromicho Cordeiro, José Silvestre Ribeiro.

  • Presidente começou por acumular apenas os estrangeiros; logo em 25 de junho de 1856 passou a acumular as obras públicas, até 14 de março de 1857; desde esta data acumulou os estrangeiros e o reino;

  • José Jorge Loureiro na guerra e na fazenda (até 23 de janeiro de 1857);
  • Júlio Gomes da Silva Sanches no reino, mas por ausência deste, a pasta foi interinamente assumida por Loulé até 25 de Junho de 1856;
  • Elias da Cunha Pessoa nos negócios eclesiásticos e justiça (até 14 de março de 1857). Juiz da Relação de Lisboa;
  • Sá da Bandeira na marinha e ultramar e nas obras públicas (até 25 de junho de 1856). Sá da Bandeira foi sempre ministro da marinha, mas acumulou as obras públicas até 25 de junho de 1856 e a guerra desde 23 de janeiro de 1857;
  • Silva Sanches começou no reino, acumulou com a fazenda, desde 23 de janeiro de 1857, e ficou apenas na fazenda desde 14 de março de 1857.

Em 25 de junho de 1856: 

  • Sá da Bandeira cede as obras públicas a Loulé (até 14 de março de 1857);
  • Júlio Gomes da Silva Sanches assume efetivamente a pasta do reino (até 14 de março de 1857).

Em 23 de janeiro de 1857:

  • Sá da Bandeira substitui Loureiro na guerra (até 8 de setembro de 1857)

Em 14 de março de 1857:

  • Loulé substitui Júlio Gomes da Silva Sanches no reino (continua a acumular a presidência e os estrangeiros);
  • Vicente Ferrer de Neto Paiva substitui Elias da Cunha Pessoa nos negócios eclesiásticos e justiça (até 4 de maio de 1857). Ferrer (1798-1886);
  • Carlos Bento da Silva (n. 1812) substitui Loulé nas obras públicas (até 16 de março de 1859);
  • Ávila substitui Sanches na fazenda;
  • Silva Sanches abandona o governo onde assumia as pastas do reino e da fazenda. Entram no gabinete dois antigos cabralistas (Ávila e Carlos Bento da Silva). José Estevão e os irmãos Passos já haviam abandonado as ideias  progressistas.

Em 4 de maio de 1857:

  • Ávila ministro dos negócios eclesiásticos e justiça, substituindo Neto Paiva (até 7 de dezembro de 1857).

Em 8 de setembro de 1857:

  • António Rogério Gromicho Couceiro substitui Sá da Bandeira na guerra (até 16 de dezembro de 1858).

Em 7 de dezembro de 1857:

  • José Silvestre Ribeiro substitui Ávila nos negócios eclesiásticos e justiça (até 31 de março de 1858).

Em 31 de março de 1858:

  • Ávila substitui José Silvestre Ribeiro nos negócios eclesiásticos e justiça.

Em 16 de dezembro de 1858:

  • Sá da Bandeira substitui Couceiro na guerra.

Voltam a vencer as eleições de 2 de maio de 1858, aparecendo já como os ministeriais, enfrentando os coligados, isto é, a junção de cartistas e miguelistas. Nestas eleições Herculano chega a ser eleito por Sintra, mas recusa a exercer o mandato, instalando-se em Vale de Lobos.