Governo de José Dias Ferreira (1892-1893)

José Dias FerreiraDe 17 de janeiro de 1892 a 23 de fevereiro de 1893 (404 dias). Promove as eleições de 23 de outubro de 1892 (os governamentais não obtêm maioria).

21º governo depois da Regeneração. 8º governo do rotativismo. 4º governo do reinado de D. Carlos.

  • Presidente acumulou sempre a pasta do reino. Até 3 de março de 1892 acumulou a instrução pública. Depois de 27 de maio de 1892 passou a acumular a fazenda.

Os ministros constantes são:

  • Jorge Cândido Cordeiro Pinheiro Furtado na guerra;

  • Francisco Joaquim Ferreira do Amaral na marinha e ultramar. Este último, a partir de 23 de dezembro de 1892 passou a acumular os estrangeiros.

Outros ministros:

  • Oliveira Martins na fazenda;

  • D. António Aires Gouveia, bispo de Betsaida, na justiça;
  • António de Sousa Silva Costa Lobo nos estrangeiros;
  • Visconde de Chanceleiros, Sebastião José de Carvalho nas obras públicas.

Em 3 de março de 1892:

  • Volta a ser extinto o ministério da instrução pública, pasta acumulada pelo presidente os assuntos da mesma voltam ao ministério do reino.

Em 27 de maio de 1892:

  • O presidente passa a acumular a fazenda, onde substitui Oliveira Martins;

  • António Teles Pereira de Vasconcelos substitui D. António Aires Gouveia, bispo de Betsaida, na justiça;
  • Aires Gouveia passa para os estrangeiros, sucedendo a António de Sousa Silva Costa Lobo;
  • Pedro Vítor da Costa Sequeira substitui o visconde de Chanceleiros, Sebastião José de Carvalho nas obras públicas.

Em 23 de dezembro de 1892:

  • Francisco Joaquim Ferreira do Amaral passa a acumular a marinha e os estrangeiros, substituindo aqui D. António Aires Gouveia;

  • O governo, considerado de acalmação partidária, foi marcado pela participação de Oliveira Martins.

O republicano Alves da Veiga, em carta dirigida a João Chagas, em janeiro de 1893, dizia então queno campo monárquico, a situação é sempre a mesma. Não melhora, nem piora, porque também não pode piorar. O Dias Ferreira saiu-me um charlatão ignóbil… a monarquia está liquidada[1].

[1] Correspondência Literária e Política  com João Chagas, I, p. 55.