Governo de Fernandes Costa (1920)

F. Fernandes Costa15 de janeiro de 1920

18º governo republicano. 4º governo pós-sidonista[1].

  • Presidente acumularia com as finanças e os estrangeiros;

  • António Granjo (interior);
  • Mesquita de Carvalho (justiça e cultos);
  • Mendes dos Reis (guerra);
  • Tito de Morais (marinha);
  • Jorge Vasconcelos Nunes (comércio);
  • José Barbosa (colónias).
  • Pinto Veloso (instrução pública), interino;
  • Fernandes de Almeida (trabalho);
  • Pinto Veloso (agricultura), interino.

O governo não chega a tomar posse, face a uma manifestação de rua, comandada pela ala radical do partido democrático, a chamada formiga branca, que havia sido organizada pelo antigo governador civil de Lisboa, Daniel Rodrigues. Os nomeados ministros, antes de tomar posse estavam reunidos no edifício da Junta de Crédito Público e foram alvo de uma manifestação hostil. Fernandes Costa logo desistiu.

No mesmo dia há uma tentativa de assalto ao jornal A Luta, tendo o indigitado ministro do interior, António Granjo, que defender o jornal de pistola na mão. O mesmo Granjo segue depois para defender A República

Foi imediatamente reconduzido o anterior gabinete de Sá Cardoso.

António José de Almeida encarrega o liberal Tomé de Barros Queirós de formar um ministério nacional, mas este, logo no dia 17, desiste do intento[2].

Segue-se novo fracasso de Correia Barreto, presidente do Senado, que também desistiu (convidado a 17, desiste a 19). Recorre-se finalmente ao presidente da Câmara dos Deputados, Domingos Pereira[3].

No dia 20 de janeiro, nova greve geral, fracassada[4].

[1] Fernando Tomás Rosa Gouveia, Orgânica Governamental…, p. 38 (22º ministério, o primeiro do mandato de António José de Almeida); Pabón, pp. 461-462; Damião Peres, p. 260.

[2] Damião Peres, p. 260.

[3] Damião Peres, pp. 260-261.

[4] António José Telo, p. 156.