Governo de Augusto de Vasconcelos (1911-1912)

augusto vasconcelosDe 12 de novembro de 1911 a 16 de junho de 1912 (217 dias - Cerca de 7 meses).

3º governo republicano. 2º governo constitucional.

Presidência e Estrangeiros:

Augusto César de Almeida Vasconcelos Correia acumula a presidência com a pasta dos estrangeiros, que já exercia no gabinete anterior, desde 12 de outubro. Depois de abandonar a presidência, continua como ministro dos estrangeiros no governo seguinte, de Duarte Leite, até 9 de janeiro de 1913. Segue, depois, para Londres como embaixador. Em 1934-1935 será delegado português à Sociedade das Nações.

Finanças:

O bloquista, pró-Camacho, Sidónio Pais. Transita da pasta do fomento, substituindo nas finanças Duarte Leite.

Guerra:

O também camachista coronel Alberto Carlos da Silveira.

Marinha:

O almeidista Celestino Germano Pais de Almeida.

Interior:

O médico camachista Silvestre Falcão.

Justiça:

O advogado democrático António Caetano Macieira Júnior, que desterrou por dois anos nove bispos e governadores de bispado[1]. Será, depois, ministro dos estrangeiros do governo de Afonso Costa de janeiro de 1913 a fevereiro de 1914. Falecerá em 1918.

Fomento:

O médico democrático José Estevão de Vasconcelos. A primeira e única experiência governativa.

Colónias:

O democrático José de Freitas Ribeiro (capitão de fragata) até 25 de janeiro de 1912. Depois o tenente-coronel de engenharia, Joaquim Basílio Cerveira e Sousa Albuquerque e Castro, também afeto aos democráticos. Freitas Ribeiro será ministro da marinha de Afonso Costa, de janeiro de 1912 a fevereiro de 1913. Albuquerque e Castro, tenente-coronel de engenharia, manter-se-á como ministro das colónias no governo seguinte, de Duarte Leite, até 9 de janeiro de 1913. Será, depois, ministro da guerra de Azevedo Coutinho, de 12 de dezembro de 1914 a 24 de janeiro de 1915.

[1] Bispos de Lisboa, Guarda, Algarve, Viseu, Lamego, Bragança e Évora. Governadores de bispado do Porto e Coimbra. Tudo entre novembro de 1911 e março de 1912. Manuel Braga da Cruz, p. 251.

Fernando Tomás Rosa Gouveia, Orgânica Governamental…, p. 19; David Ferreira, I, pp. 75 ss.; Jesus Pabón, A Revolução Portuguesa, pp. 162-163.