Governo de António Dias de Oliveira (1837)

82px-António_Dias_de_Oliveira De 1 de junho a 10 de agosto de 1837. 3º governo setembrista:

  • Presidente acumula o reino e a justiça;
  • Na fazenda, João de Oliveira, o barão do Tojal;
  • Na guerra e na marinha, o visconde de Bóbeda, Joaquim de Sousa Quevedo Pizarro;
  • Nos estrangeiros, Manuel de Castro Pereira de Mesquita Pimentel Cardoso e Sousa.

Segundo o juízo de Fronteira, Oliveira tinha tido a habilidade de se fazer como pertencente a todos os partidos, e, inclusivamente, entendia-se com os clubes revolucionários[1]. Mas, nas primeiras sessões a que assistiu como ministro, sendo interpelado por um membro da oposição, quis ter espírito e graça, sendo grosseiro e sensabor; cantou modinha da sua terra que lhe deitou tal ridículo que ficou sempre conhecido pelo Ministro da modinha. Bóbeda tinha sido capitão de mar e guerra e nunca tinha navegado e era marechal de campo sem nunca ter comandado uma baioneta[2].

O novo governo, sem os três membros do anterior triunvirato setembrista, vai ter de enfrentar a revolta dos marechais, comandada por Saldanha e Terceira, desencadeada em 12 de julho pelo barão de Leiria, a partir da vila da Barca. Os chefes militares, Terceira e Saldanha, passavam a condottieri. Pouco antes, Leiria chegar a ser sondado por D. Maria II para formar governo, para o que convidou Fronteira, Silva Sanches e Vieira de Castro. Por lei de 14 de julho de 1837 são suspensas as garantias por 30 dias. Prorrogada a suspensão em 13 de agosto e 13 de setembro. Em 7 de outubro, face à convenção de Chaves, regressa-se à normalidade. Apenas continuam suspensas as garantias no Algarve.

[1] Fronteira, VI, p. 217.

[2] Idem, p. 218.