Governo de Afonso Costa (1913-1914)

Afonso CostaDe 9 de janeiro de 1913 a 9 de fevereiro de 1914 (396 dias - Treze meses).

5º governo republicano. 4º governo constitucional. 1º governo democrático.

Promove as eleições para as vagas de 35 deputados de 16 de novembro de 1913 e as eleições para os corpos administrativos de 30 de novembro.

Presidência e Finanças:

Afonso Augusto Costa acumula a presidência com as finanças.

Justiça:

O jurista e capitão do exército Álvaro Xavier de Castro. Como líder dos jovens turcos, tinha sido chefe de gabinete de Correia Barreto em 1910-1911. Como democrático, será ministro das finanças de Azevedo Coutinho (12 de dezembro de 1914 a 24 de janeiro de 1915), das colónias de Sá Cardoso (3 a 21 de janeiro de 1920), bem como presidente do ministério e ministro do interior (de 20 a 30 de novembro de 1920). Como reconstituinte será ministro da guerra de 30 de novembro a 23 de maio de 1921. Como acionista voltará a ser presidente do ministério de 18 de dezembro de 1923 a 6 de julho de 1924, acumulando as finanças e, desde 28 de dezembro de 1923, o interior. Membro da junta que derrubou Pimenta de Castro, será também governador de Moçambique entre 1915 e 1917.

Interior:

No interior, Rodrigo José Rodrigues (médico). Antigo governador civil de Aveiro e Porto, em 1910-1911. De 1922 a 1924 será governador de Macau.

Estrangeiros:

Nos estrangeiros, António Caetano Macieira Júnior (advogado). Tinha sido ministro da justiça do governo de Augusto de Vasconcelos, de 12 de novembro de 1911 a 16 de junho de 1912. Falecerá em 1918.

Colónias:

Nas colónias, Artur Rodrigues de Almeida Ribeiro. Juiz. Será ministro do interior de Afonso Costa, de 29 de novembro de 1915 a 15 de março de 1916; subsecretário de Estado das finanças de 18 de maio de 1916 a 25 de abril de 1917, no governo de António José de Almeida; voltará a ministro do interior no governo de Afonso Costa, de 25 de abril a 10 de dezembro de 1917 (neste período foi também interino da instrução pública e das finanças). Será, depois, irradiado do PRP por aceitar ser vogal do Conselho Superior das Colónias em 1928.

Guerra:

Na guerra, João Pereira Bastos (tenente-coronel). Primeira e única experiência governativa deste membro do grupo dos jovens turcos.

Marinha:

Na marinha, José de Freitas Ribeiro.

Fomento: 

No fomento, António Maria da Silva (engenheiro). Era a primeira experiência governativa da figura liderante dos democráticos na década de 20. Será depois ministro do fomento no governo de Afonso Costa de 29 de novembro de 1915 a 15 de março de 1916; ministro do trabalho e da previdência social no ministério da União Sagrada, presidido por António José de Almeida, de 16 de março de 1916 a 25 de abril de 1917; ministro das finanças no governo de Sá Cardoso, de 3 a 15 de janeiro de 1920; presidente e ministro das finanças de 26 de junho a 19 de julho de 1920; presidente e ministro do interior, de 7 de fevereiro de 1922 a 15 de novembro de 1923; presidente e ministro da guerra, de 1 de julho a 1 de agosto de 1925; presidente e ministro do interior entre 17 de dezembro de 1925 a 28 de maio de 1926.

Instrução:

Volta também a instituir-se, em 7 de julho, um ministério da instrução, entregue a António Joaquim Sousa Júnior (lente de medicina). Voltará ao cargo no governo de José Domingues dos Santos de novembro de 1924 a fevereiro de 1925.

Fernando Tomás Rosa Gouveia, Orgânica Governamental…, p. 21; Jesus Pabón, A Revolução Portuguesa, p. 171.