Gomes, António Luís (1863-1961)

 transferir (7)Advogado. Ministro do fomento do governo provisório de 5 de Outubro de 1910. Ligado ao grupo dos republicanos históricos do Porto, sai do governo em 22 de Novembro de 1910, discordando dos comités carbonários que pretendiam demitir inúmeros funcionários, sendo substituído por Brito Camacho.

Torna-se ministro de Portugal no Rio de Janeiro até 1912. Era um antigo emigrante nesse país.

Regressado a Portugal, assume-se como provedor da Misericórdia do Porto, de 1912 a 1921, enquanto se torna diretor do Diário do Norte em 1913. Deputado em 1921-1922 pelos liberais.

Reitor da Universidade do Porto (1921-1924). Assumindo a luta política parlamentar, durante o governo de António Granjo, num discurso de 1 de Setembro de 1921, considera que o sistema parlamentar está condenado por causa do regime de mentira, ao mesmo tempo que os ministros são uns verdadeiros criminosos que estão a arrancar o sangue do povo português. Conclui salientando: cada vez enjoo mais a política. Nunca entrei para partido algum, porque os partidos da República têm colocado os homens acima dos partidos … Por isso é que os homens de bem se retraem, afastando-se da política.

Em finais desse mês de Setembro de 1921, é um dos animadores do movimento de salvação pública, também subscrito por José de Castro, Jaime Cortesão, João de Deus Ramos, Francisco António Correia, Ramada Curto, Cunha Leal, Leonardo Coimbra e Sá Cardoso. Novamente provedor da Misericórdia do Porto, de 1930 a 1944, ainda surge como presidente do 1º Congresso Republicano de Aveiro, em Outubro de 1957.