Frente de Acção Popular (1964)

Dissidência do PCP criada em Janeiro de 1964 por Francisco Martins Rodrigues (na fotografia), depois de divergências na reunião do comité central de Agosto de 1963.

Acompanham-no João Pulido Valente e Rui d’Espinay. Acusam o PCP de mero eleitoralismo. Em Abril de 1964 surge a partir deste grupo um Comité Marxista-Leninista Português que passa editar o periódico Revolução Popular.

Os principais dirigentes deste grupo serão presos em 1965, mantendo-se apenas um Comité do Exterior que organiza uma I Conferência em 1967.

Em 1968, o que resta da direção do CMLP vai dar origem ao jornal O Comunista, de que saem 14 números, mais próximo dos trotskistas, entre os quais está o grupo de Maria Albertina, animado então pelo ex-comunista e futuro deputado do PSD, Silva Marques.

Depois da expulsão deste grupo, e sendo desmantelada a organização no interior, o remanescente concilia-se com os que circulavam em torno do jornal O Grito do Povo, particularmente atuante no Norte, constituindo-se em 1972 a OCMLP, a Organização Marxista-Leninista Portuguesa.

Desta OCMLP vai destacar-se uma UCRPML, dirigida por José de Sousa, a União Comunista para a Reconstrução do Partido Marxista Leninista. A OCMLP, quase destroçada em 1974, retoma a atividade depois do 25 de Abril integrando-se no chamado Comité Anti-Colonial.

Contudo, nas eleições de 1975, destaca-se dos mesmos e retoma a autonomia, designando-se FEC ML (Frente Eleitoral dos Comunistas Marxista-Leninista).

Uma II Conferência, no interior, ocorre em 1969, já dominada pela ação de Vilar, o antigo estudante do Instituto Superior Técnico, Heduíno Gomes.

PCP (ML)

Destes grupos vai surgir em 1970 um PCP (ML), Partido Comunista de Portugal (Marxista-Leninista). Tem como órgão Unidade Popular.

Em Maio de 1974 Heduíno Gomes é expulso do partido, fundando outro, com o mesmo nome e editando um jornal, também com o mesmo título. Este partido, em 17 de Novembro de 1974, dá origem à Aliança Operário-Camponesa, proibida de concorrer às eleições de 1975.

Enquanto os primeiros, ainda liderados por Francisco Martins Rodrigues, continuam a sustentar que o principais inimigos do povo são os monopólios e o imperialismo norte-americano, já os segundos consideram como tais o social-fascismo de Cunhal e o social-imperialismo russo.