Falsa consciência

engelsTermo marxista utilizado para exprimir a ideia de que a ideologia traduz uma visão sistemática deformada do mundo. Confundindo a aparência das coisas com o seu verdadeiro conteúdo, leva a teorias próprias que não traduzem a realidade. Foi Engels (na imagem) que em 1893 considerou que a ideologia é um processo que o chamado pensador realiza com consciência, mas com falsa consciência. As verdadeiras forças motoras que o movem são-lhe desconhecidas, porque doutro modo não se trataria de um processo ideológico. Ele também imagina forças motoras falsas ou aparentes. Pelo facto de se tratar de um processo intelectual, ele descreve o conteúdo e a forma do pensamento como dos seus predecessores: trabalha apenas com a documentação intelectual que toma sem a olhar de perto como proveniente do pensamento e sem pesquisar se tem uma origem mais distante e independente do pensamento.

  • Gabel, Joseph, A Falsa Consciência [ed. orig. 1962], trad. port., Lisboa, Guimarães Editores, 1979.