Emboscada (1846)

Saldanha, regressado da embaixada de Viena em 23 de julho de 1846, logo se passou para o cabralismo e, com o apoio do Paço, promove o golpe de Estado da emboscada, surgindo um novo governo cabralista sem cabrais, a partir de 6 de outubro de 1846.  Assim, o conflito reancendeu-se a partir da sublevação do Porto de 10 de outubro de 1846, iniciada por José da Silva Passos, só terminando nos últimos dias da Primavera do ano seguinte. Um governo marcado por sucessivas recomposições ministeriais que eram verdadeiros balões de oxigénio com os quais Saldanha procurava não já fortalecer- se no poder, mas apenas conservá-lo até ao momento de o poder transmitir ao Conde de Tomar, segundo o juízo do oposicionista conde do Lavradio. Continuando a citar o mesmo autor, a vida deste ministério foi languida e ambígua. O presidente mostrou- se sempre desejoso de conciliação, e não foi perseguidor, mas foi incapaz.