Dux

TácitoComo assinala Tácito (na imagem), no seu De Germania, editado cerca de um século depois de Cristo, o poder de tais duces “não era infinito nem livre”, mas que “convence mais com autoridade do que com o poder de mandar” (auctoritate suadendi magis quam iubendi potestate). Trata‑se efetivamente de um poder não absoluto, isto é de um poder que não é nem infinito nem livre. É que tais chefes são constantemente acompanhados por companheiros ou comites, que constituem uma companhia ou comitatus, um grupo de fiéis à volta de um chefe governando, sobretudo, pelo processo da consulta.

O próprio Tácito dizia que “a suprema grandeza de um imperador romano é de ser, não um proprietário de escravos, mas um senhor de homens livres, que ama a liberdade mesmo entre os que o servem”. Nestas monarquias bárbaras, como assinala Evola,”o Estado ,quase como de acordo com o antigo conceito aristocrático romano, tinha por centro o conselho dos chefes, cada um deles livre, senhor na sua terra, condutor do grupo dos seus fiéis”.