Darwinismo social

Darwinismo SocialAplicação do darwinismo às teorias sociais, principalmente das ideias de seleção natural, luta pela vida e sobrevivência dos mais aptos, dentro de um esquema causalista e determinista. François Châtelet chama-lhe bio-ideologia.

O principal representante é o evolucionismo de Herbert Spencer, com a ideia de organismo social, considerando que as relações existentes entre todos os organismos vivos, sejam as de luta pela vida ou de cooperação, são as mesmas que as existentes nas relações entre os animais ou entre os homens.

Outros cultores do modelo são Walter Bagehot, W. G. Summer, Benjamin Kidd, Ludwig Gumplowickz, Kropotkine e Lester Frank Ward. O marxismo, como reconhece Lenine, é por ele dominado. Charles Maurras defende a seleção do mais apto, considerando que na biologia, a igualdade só existe no cemitério, porque a divisão do trabalho implica a desigualdade das funções, porque o progresso é aristocrático. Está na base do determinismo geográfico e do determinismo racial de Taine. Influencia o psicologismo, nomeadamente o de Gustave le Bon. Inspira a chamada antropo-sociologia de Vacher de Lapouge e o consequente racismo.Marcante em Arthur de Gobineau e em Hitler. Configura o chamado bio-historicismo de Friedrich List.

Influencia a perspetiva ideológica da teoria das elites. Reaparece em força nas mais recentes teses da sociobiologia e da etologia que marcam a nova direita. Isto é, está na base de teses anarquistas, marxistas e liberais, desenvolvendo o racismo e o estrategismo, quando promove o cientismo, acirra o positivismo e contribui para a emergência de uma sociologia ideológica, principalmente na viragem do século XIX para o século XX. Gera, inclusive, a teoria capitalista do homem de sucesso. Um dos primeiros críticos do darwinismo é T H. Huxley.