Cuba

República das Antilhas. 110 861 km2. 11 100 000 habitantes. Antiga colónia espanhola que não alinha nos movimentos independentistas dos anos vinte do século XIX, temendo o exemplo haitiano, onde aconteceu uma revolta dos escravos negros. Só a partir de meados do século XIX se iniciam movimentos de revolta, tendo como modelo o Texas, que se separou do México e aderiu à União Americana. Por isso é que ainda hoje a bandeira cubana adota a primeira bandeira texana. A primeira revolta de 1868-1878 é esmagada. Na segunda, de 1895, destaca-se José Martí. Segue-se a guerra hispano-americana, terminada em 1898 com intervenção de tropas norte-americanas e a derrota dos espanhóis. Desde então até 1901, a ilha torna-se num protetorado de Washington, alcançando a independência em 1902, mas condicionada à chamada emenda Platt, que, além de garantir a base de Guantanamo, estabelece um direito de intervenção. De 1925 a 1933 destaca-se a ditadura do general Gerardo Machado. A partir de 1933 até 1959, a figura chave da vida cuba é o general Fulgencio Batista, primeiro como comandante da Guarda Nacional e depois como ditador (1934). Em 1940 é eleito presidente da república com apoio das forças de esquerda, nomeadamente dos comunistas que em 1942 passam a ter dois ministros no governo. O próprio partido muda de nome em 1944, designando-se desde então Partido Socialista Popular, com o dirigente Escalante a associar-se a Batista. Nesse ano, presidente abandona o poder por imperativo constitucional, regressando em março de 1952, depois de um golpe de Estado. Na oposição, destaca-se então um partido de extrema-direita, o Partido Ortodoxo, sob a liderança do jovem advogado, educado pelos jesuítas, Fidel de Castro. É este que em 26 de julho de 1953 promove o ataque ao quartel de Moncada, em Santiago de Cuba. Preso e julgado, editando a sua defesa com o título A História me Absolverá, é amnistiado no ano seguinte, refugiando-se no México. Em dezembro de 1956, desembarca e instala um foco de guerrilha na Sierra Maestra, donde também emite a Radio Rebelde, com ampla cobertura mediática de jornalistas norte-americanos. Assume o combate à corrupção e luta contra o domínio dos grandes proprietários, ao lado do esforço dos partidos de direita e dos próprios norte-americanos que decretam um embargo ao regime de Batista. Este abandona o poder e foge de Havana no dia 1 de janeiro de 1959, precedendo a entrada na capital dos guerrilheiros barbudos de Fidel, em torno de um Movimento de que apenas faz parte o comunista Ernesto Che Guevara. O novo regime é entretanto abalado pelo desembarque na Baía dos Porcos, em 16 de abril de 1961. A partir de então, Fidel declara-se marxista-lenista com o Partido Único da Revolução Socialista e alinha com a União Soviética. Em outubro de 1962 desencadeia-se a crise dos mísseis. Em 1964 decreta-se o bloqueio norte-americano. Em 1965, Che Guevara parte para a organização de guerrilhas comunistas na América do Sul, sendo morto na Bolívia em outubro de 1967. Em janeiro de 1967, a Conferência Intercontinental de Havana. Em 1970 falha a campanha para a duplicação da produção de açúcar. Só em 1975 é que surge o primeiro congresso do partido Comunista Cubano. No ano seguinte contingentes cubanos partem para Angola e depois para a Etiópia, onde estacionam até 1990. Em 1979, a Cimeira dos não-alinhados decorre em Havana. No julgamento do general Ochoa, revela-se como o regime esteve implicado no tráfico de droga. No dia 1 de julho de 1997 decorre em Havana a primeira missa pública, precedendo a visita do papa João Paulo II.