Croácia (Hrvatska)

56 538 km2 e 4 500 000 habitantes; 18% de sérvios e 75% de croatas. Surgiu no século IX um ducado croata que, em 925, se tornou num reino independente. Integrada no reino da Hungria desde 1102 até 1918, apesar de algumas ocupações de turcos (1526-1699) e franceses (1898-1813) e de uma anexação à Áustria (1849-1868). A partir de 1848 emerge um nacionalismo croata, com Josip Jelacic que se assume contra os secessionistas húngaros, aliando-se objetivamente aos interesses austríacos. Depois do Compromisso de 1867, que fez nascer a monarquia dualista austro-húngara, os croatas continuaram incluídos na parte húngara; obtêm autonomia em 1868, nos domínios da segurança interna, da justiça, da instrução pública e da agricultura, quando se estabeleceu um dualismo no seio do próprio reino da Hungria. Se uma parte dos croatas defende o desenvolvimento desta autonomia, surge um novo grupo defensor da criação de um novo Estado para todos os eslavos do sul, sob direção croata; durante a Grande Guerra este último grupo alia-se aos sérvios e está na base da declaração de Corfu de 20 de julho de 1917, donde vai resultar o aparecimento em dezembro de 1918 do reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos, a futura Jugoslávia; mantém-se contudo uma oposição nacionalista croata, sob a direção do partido camponês de Stefan Radich, assassinado em 1928, e com uma organização clandestina, os Ustaquis (em croata, os insurretos que tinham como divisa svoboda ili smert, isto é, liberdade ou morte), de carácter terrorista, que chega a assassinar em 1934 o rei Alexandre I, em Marselha. Em 10 de abril de 1941, depois da ocupação nazi, foi proclamada em Zagreb a independência da Croácia, formalmente um reino com um príncipe italiano da casa da Sabóia-Aosta, o duque de Spoleto, mas de facto dirigido pelo chefe dos ustaquis, Ante Pavelic (1889-1959), com o título de poglavnik; este novo Estado integrava a Eslovénia, uma parte da Dalmácia. Em 1946, com a subida ao poder do croata Tito, a Croácia tornou-se numa república autónoma no seio da federação jugoslava. Declarou a independência em 25 de junho de 1991, depois da decomposição do regime titista; reconhecida pela CEE em 15 de janeiro de 1992.