Cosmopolitismo

Teilhard_de_Chardin(1)Doutrina daquele que diz pertencer ao mundo inteiro e não apenas a uma localidade ou a uma nação. O adepto de tais boas intenções considera que está em casa em qualquer lugar do mundo. Ideia equivalente à de mundialismo, como defesa de uma certa ideia de pátria planetária, conforme expressão consagrada por Teilhard de Chardin (na imagem).

Neste sentido, está mais próxima da perspetiva do universalismo que do internacionalismo. Deriva da expressão grega Kosmos. Em sentido mais restrito, o cosmopolitismo constitui uma tese de origem maçónica, equivalente à ideia ecuménica do cristianismo. Se a maçonaria do século XVIII tinha como programa a constituição de uma república universal de irmãos, a ideia, radicada na filosofia estoica, tem como antecedentes as teses de Erasmo e do jusracionalismo, de Grócio, defensor de um consensus gentium, e Pufendorf a Wolf, que cunhou a expressão ius cosmopoliticum. O primeiro a usar o termo cosmopolita foi o francês Guillaum Postel, em 1560, na obra De la République des Turcs, onde defende uma paz universal e uma unidade de todos os cristãos… mas sob o comando do rei de França. Entre 1791 e 1792 chega a ser editado um jornal com o título Le Cosmopolite.

  • Meinecke, Friedrich, Weltburgertum und National Staat, 1907 [trad. ing. Cosmopolitanism and the National State, Princeton, Princeton University Press, 1970].
  • Pomeau, R., L’Europe des Lumières. Cosmopolitisme et Unité Européenne au XVIIème Siècle, Paris, Éditions Stock, 1966.
  • Venturi, Franco, Les Idées Cosmopolites en Italie au XVIIème Siècle. Perspectives Européens du Cosmopolitisme au XVIIIème Siècle, Nancy, Centre Européen Universitaire, 1957.