Convenção Nacional (1792-1795)

nationaleO regime da Convention Nationale, domina o processo revolucionário francês entre 21 de setembro de 1792 e 26 de outubro de 1795. A monarquia é abolida em 21 de setembro de 1792 e Luís XVI é condenado à morte em janeiro de 1793. A República, logo em 25 de setembro, foi qualificada como una e indivisível. Emite a Constituição de junho de 1793, a Constituição do Ano I.

Surge um governo revolucionário comandado por um Comité de Salut Public. Entra-se no regime do Terror em setembro de 1793. Numa primeira fase, até 2 de junho de 1793, há uma luta entre os Montagnards e os Girondins. Depois destes sucumbirem, Robespierre vai eliminando sucessivamente os Hébertistes (24 de março de 1794) e os Dantonistes (5 de abril de 1794).

Robespierre cai em 27 de julho de 1794 (9 Thermidor). A Convenção, apesar de assentar num formal sufrágio universal, abrangendo cerca de sete milhões de eleitores, foi dominada pelos jacobinos, dado que cerca de seis milhões de eleitores se abstiveram. Os girondinos, à direita, tinham cerca de 160 deputados, contra 200 Montagnards, resultantes da união dos Jacobinos e dos Cordelliers. No centro havia uma maioria de 400 deputados, a Plaine ou o Marais, uma massa de hesitantes que se inclinavam ao sabor das influências dos dois extremos da sala, nas Tulherias. A ala esquerda acusou os girondinos de federalismo, insinuando que pretendiam dividir a França em pequenas repúblicas, à maneira da constituição norte-americana.

Enquanto os jacobinos dominavam Paris, os girondinos eram sobretudo os representantes da província. Enquanto os girondinos eram legalistas, já os jacobinos assumiam o primado da ideia de salvação pública, considerada a razão de Estado republicana.