Construtivismo

Matematicamente falando, a ideia de que todos os objetos são passíveis de construção a partir de elementos conhecidos e através de um número finito de procedimentos explícitos. Em sentido amplo, a consideração de que todo o conhecimento é criado, inventado e construído por um observador, usando recursos finitos. Segundo Hayek, um produto da modernidade, a ilusão de considerarem-se as instituições sociais como o resultado intencional de planos humanos. Os construtivistas, na senda de Descartes e dos enciclopedistas, conceberiam as sociedades humanas, mais como uma espécie de massa a modelar, do que como sistemas evolutivos nos quais a civilização é o resultado de um crescimento espontâneo e não de uma vontade. O mesmo autor em O Caminho para a Servidão, critica o construtivismo gerado pelo intervencionismo do aparelho de Estado, que seria contrário à ordem auto-regulada. Filia-se no construtivismo mecanicista de Hobbes. No homem que calcula e constrói, no artifex que ergue o Leviathan, um Estado artificial, onde o soberano, entendido como a alma que dá movimento à sociedade civil e onde a razão é mera construção, simples técnica, algo que resulta de uma indústria e que também é capaz de construir um homem novo. Fala no racionalismo construtivista de Voltaire e de Rousseau, marcante em todo o liberalismo continental. Construtivismo dos revolucionários franceses. Segundo Burke, estes, marcados pelo geometrismo, atuaram como os construtores de jardins que tudo colocam ao mesmo nível., 108, 750. Este construtivismo seria contrário à ordem espontânea, gerando uma ordem criada por uma autoridade central.