Conservadorismo

oakeshottDistingue-se do tradicionalismo e do reacionarismo, assumindo uma perspetiva moderada. Em vez da mera continuidade institucional ou do desejo de uma revolução ao contrário, defende a mudança pela preservação institucional. Oakeshott (na imagem) define o conservador como aquele que prefer the familiar to the unknown, the tried to the untried, fact to mistery, the atual to the possible, the limited to the unbounded, the near to the distant, the sufficient to the superabundant, the convenient to the perfect, present laughter to utopian bliss.

A perspetiva britânica do conservadorismo tradicional (Edmund Burke). A defesa do regime misto e do ceticismo relativista. A crítica do fanatismo político dos revolucionários e da ideia de ideologia como religião secular. A crítica do conceito racionalista de revolução. e do otimismo progressista. As teses de Lord Hugh Cecil em Conservatism de 1912 e de T. Eliot, em The Wateland, de 1922. O conservadorismo norte-americano e a tradição de The Federalist. A perspetiva francesa do tradicionalismo e do nacionalismo místico. As críticas ao soberanisamo em Tocqueville e Guizot, a perspetiva germânica do Konservativ (da tese da decadência ao conservadorismo autoritário). O laicismo e a defesa de uma conceção orgânica de Estado. A perspetiva federalista em Constantin Franz. A teorização portuguesa de Fernando Pessoa. A evolução do conservadorismo britânico. Disraelli e Churchill. O conservadorisamo defensor do Estado-Providência (as teses da via media de Harold Macmillan). O neoconservadorismo e a nova-direita. As revoluções conservadoras de Reagan e Tatcher. O conservadorismo liberal (Nozick, Hayek e a Escola de Chicago).

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Conservadorismo institucionalista

O institucionalismo tende a ser conservador quando considera que as coisas que são são as coisas que devem ser, que todo o real é ideal, à maneira da Escola Histórica e da sua defesa dos segregados históricos, considerados como produto da evolução.

Conservadorismo liberal

Adam Smith defende um Estado trazido pelo curso natural das coisas, base teórica de todo o conservadorismo evolucionista. David Hume assume-se como o modelo do conservador liberal, na defesa do decurso do tempo e do costume. Do mesmo modo, Edmund Burke. Assumem um certo pessimismo, opondo-se aos modelos fundacionistas das teorias do contrato social, que pretendiam construir uma espécie de homem novo.