Conservadores britânicos (1834)

O British Conservative Party, herdeiro dos tories foi fundado em 1834 por Peel, com o Tamworth Manifesto, na sequência da reforma eleitoral de 1832 que alargou o direito de sufrágio. No poder a partir de 1841, defende o liberalismo económico, o que leva a uma cisão a partir da promulgação das corn laws de 1846. Voltam ao poder entre 1874 e 1880 com Disraeli. Surge, então, “democracia tory” defensora da “melhoria da condição social” e do Império. De novo no poder com Salisbury (1866-1892) e Balfour (1895-1905). Defesa do Império mas negligência quanto às medidas sociais. Os Liberal Unionists de Joseph Chamberlain aderem aos conservadores em 1886 e o próprio partido, até 1922, assume uma nova designação Conservative and Unionist Party. Entre 1905 e 1915, há uma coligação entre liberais e conservadores. Vão governar de 1922 a 1945, apesar dos curtos interregnos trabalhistas de 1923-1924 e de 1929-1931. Os principais líderes Stanley Baldwin (23-37), Neville Chamberlain (37-40) e Winston Churchill (1940-1945). De novo no governo de 1951 a 1964, com Churchill (51-55), Anthony Eden (55-57), Macmillan (57-63) Douglas Hume (63-64). Regressam ao poder de 1970 a 1974, com Edward Heath. Margaret Tachter vai invocar a tradição de Disraeli; adota o neo-liberalismo. Sobe ao poder em 3 de maio de 1979. Reprivatizações (aeronáutica, transportes aéreos, informática, setor petrolífero); restrição das despesas públicas; aumento o imposto sobre o valor acrescentado ( IVA de 8% para 15%); nova regulamentação do direito à greve em 1980; aumento deliberado do desemprego; atlantismo e apoio a Reagan.