Consciência

deutchSítio do sistema político onde, segundo Karl Deutsch (na imagem), se dá o processamento de resumos altamente simplificados e concentrados de mensagens de segundo grau, de mensagens já selecionadas e estudadas pelos centros de receção de dados. Visa-se a inspeção e coordenação. Corresponde aos estados maiores das forças armadas. A consciência impede o concentracionarismo, dado que pode invadir-se o centro de decisão do sistema com informação secundária.

Segundo a teoria sistémica, a consciência é o sítio do sistema político onde se dá o processamento de resumos altamente simplificados e concentrados de mensagens do segundo grau, isto é, de mensagens já selecionadas e estudadas pelos centro de receção de dados. Nesse centro dá-se a inspeção, a coordenação e a decisão. Corresponde aos estados maiores das forças armadas. A consciência impede o concentracionarismo, dado que pode invadir-se o centro de decisão do sistema com informação secundária.

Consciências individuais e não consciência coletiva (Lima, 102, 691).

Consciência coletiva

De conscientia, junção de cum mais scientia, simultaneidade no conhecimento. Conceito de Émile Durkheim, segundo o qual a consciência coletiva é que gera consciências individuais: o que existe nas consciências individuais deve ser atribuído às pressões sociais, até porque a única liberdade do indivíduo é a de individualizar em si a consciência coletiva. DURKHEIM, 101, 683, ideia objetiva HAURIOU, 134, 922 a qual, em lugar de resultar das consciências individuais, produziria estas últimas: tudo o que existe na consciência individual deve ser atribuído à pressão social e a única liberdade do indivíduo é a de individualizar em si a consciência coletiva. E isto porque a sociedade não se reduz a uma simples soma de indivíduos, mas o sistema em que se traduz a respetiva associação e que representa uma realidade específica, dotada de características próprias.

Consciência nacional

Pascal. S. Mancini considerava em 1851 que a consciência nacional é o grande princípio unificador da nação, salientando que todos os Estados que não têm por base uma nação são Estados artificiais. Joseph T. Delos, salienta, quanto às origens da nação, a passagem da comunidade de consciência à consciência de se formar uma comunidade, considerando que no momento em que desperta a consciência da sua unidade e da sua individualidade e em que se afirma a vontade de continuar essa vida comum, o grupo étnico atinge a consciência nacional. Para ele, graças a este elemento subjetivo – consciência e querer viver em comum – a nação aparece distinta do meio étnico, no sentido estrito da palavra, permanecendo todavia ligada a ele como um estado posterior, relativamente a um anterior.

Consciência nacional

Mancini considera que “a consciência nacional é o grande princípio unificador da nação”, alientando que todos os Estados que não têm por base uma nação são Estados artificiais. Albuquerque, Martim de; Mancini, Pascal S.

Consciência de classe

Categoria marxista elaborada pelo húngaro Gyorgy Luckács em 1923. Considerada como entidade supra-individual, infinita e absoluta. Através da consciência de classe, pertencente ao proletariado, deveria lutar-se contra a reificação do homem, a transformação deste em objeto. Neste sentido, proclama que o proletariado só cumpre a sua tarefa suprimindo-se.