Conformismo

Diz-se da acomodação passiva a uma situação moralmente insustentável. Um dos defeitos ou degenerescências da democracia que, segundo John Stuart Mill, pode constituir uma espécie de ditadura mole, ou como diz uma anedota, a dita branda, contra a dita dura. A única solução para se vencer esse perigo está na discussão e na experiência. A discussão leva a uma necessidade das opiniões que se opõem e pode levar a um alto nível de atividade espiritual, evitando que a mesma opinião se torne exterior ao espírito e se petrifique. O risco do conformismo leva os homens a escolherem não aquilo que preferem, mas aquilo que as pessoas da mesma posição ou da mesma fortuna têm o hábito de fazer, levando à mediocridade. Daí defender a necessidade da própria excentricidade. Segundo Seymour Martin Lipset, o conformismo é o estado da era pós-política, típica das democracias ocidentais e das sociedades industriais, onde acabaram as ideologias e a virulência das reivindicações e onde, em vez das ideologias, há as análises dos sociólogos.

Um dos defeitos ou degenerescências da democracia que, segundo John Stuart Mill, pode constituir uma espécie de ditadura mole, ou como diz uma anedota, a dita branda, contra a dita dura.