Confederação Germânica (Deutscher Bund)

Em 8 de junho de 1815 era estabelecida a Confederação Germânica, Staatenbund ou Deutscherbund. Se os movimentos liberais ansiavam pela grande unidade germânica, animados pelos discursos de Fichte, a Confederação assumia o restauracionismo, dado consistir numa ténue ligação política entre 38 Estados soberanos, em vez dos 360 consagrados pelo Tratado de Vestefália de 1648. Entre esses 38 Estados soberanos, conta-se o Império da Áustria, cinco reinos (Prússia, Saxónia, Hanôver, Wurtemberg, Baviera), vários grão-ducados (p. ex. Baden, Hesse), cidades livres (v. g. Bremen, Lubeck, Hamburgo, Francoforte). Na presidência da Confederação, aparecia o Imperador da Áustria; como Vice-Presidente, o Rei da Prússia. E muitos dos Estados integrantes eram até representados por soberanos estrangeiros: o rei de Inglaterra é o rei de Hanôver; o rei da Dinamarca era duque de Holstein; o rei da Holanda é o grão duque do Luxemburgo. A Confederação assim diluída nas teias da balança da Europa nem sequer vai ter um tribunal superior comum. O exército federal apenas se constitui em 1821, consistindo numa manta de farrapos, sem unidade e sem eficácia. O único organismo vivo do sitema é a dieta, o Bundesrath, sita em Francoforte. Desapareceu a autonomia de cerca de meia centena de cidades livres que passam a ser integradas nos reinos ou grão-ducados; os principados eclesiásticos foram secularizados.